RN tem saldo positivo de vagas formais em setembro

O emprego formal ensaiou uma tímida reação no Rio Grande do Norte em setembro. O saldo entre demissões e admissões no mês foi positivo em 2.032 vagas, puxado, sobretudo pela Indústria (1.222) e pela Agropecuária (735). Os segmentos de Comércio e Serviços (que, juntos, respondem por cerca de 48% das vagas formais existentes no Estado) também tiveram, no mês passado, um desempenho melhor do que em setembro de 2015.

No caso do Comércio, o saldo foi positivo em 127 vagas (contra um saldo negativo de -75 registrado doze meses antes). Já no caso dos Serviços, o saldo em setembro de 2016 foi negativo (-11 postos), mas, ainda assim, melhor que em setembro do ano passado, quando o balanço foi de -112 empregos com carteira assinada. Os dados foram divulgados nesta quarta, 26, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Embora os dados no mês sejam positivos, o que ainda preocupa é o balanço do acumulado de janeiro a setembro. Neste parâmetro, o RN registra saldo negativo de -11.098 vagas (contra -8.164 registrados no mesmo período de 2015). Já o setor de Comércio e Serviços acumula de janeiro a setembro deste ano, déficit de 6.018 vagas sendo -3.961 no Comércio e -2.057 nos Serviços. No mesmo período do ano passado, Comércio e Serviços computavam saldo de -553 postos, sendo que apenas o Comércio tinha balanço negativo (-2.062 empregos), com o segmento de Serviços emplacando saldo positivo de 2.049 vagas.

“Recebemos com alegria os dados positivos do mês de setembro. Mas precisamos deixar claro que eles ainda estão longe de serem suficientes para revertermos o quadro negativo do acumulado no ano até aquele mês. O sinal amarelo continua aceso e, infelizmente, até pelo ritmo de retomada dos segmentos de Comércio e Serviços, não acredito que possamos terminar 2016 com saldo positivo de vagas no nosso setor e nem mesmo no Estado como um todo. Vale ressaltar que no ano passado tivemos um saldo negativo no Estado de -12.228 vagas, sendo – 1.708 apenas no setor de Comércio e Serviços. Infelizmente, acredito que este ano, ambos os números serão piores”, afirma o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz.

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