Categoria: Educação


O projeto se apresenta como um transmissor de informações seguras e confiáveis para produtores e consumidores, além de trazer pesquisas qualificadas em relação a aspectos do consumo.

Nos últimos anos, a carcinicultura brasileira vem ocupando novos espaços e trazendo outras perspectivas para a produção de camarões. O desenvolvimento de novas formas produtivas e o aumento da demanda nacional são alguns dos principais fatores que explicam o crescimento da atividade econômica nos últimos anos.

A partir disso, diversos projetos acadêmicos estão sendo realizados para um desenvolvimento seguro e proveitoso da carcinicultura no Brasil. O projeto “PROAQUA: utilização, aplicação e mercado para o camarão cultivado”, realizado na Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN), surge como um contribuidor e disseminador de conhecimentos na área. Também se apresenta como estimulador de consumidores e produtores, buscando mostrar o potencial produtivo que a atividade econômica possui.

Coordenado pelo professor Rodrigo Antonio P. de L. F. de Carvalho, o projeto foi criado em junho de 2020 e conta com a participação de professores, técnicos e discentes do curso técnico em aquicultura e alunos da graduação de Nutrição, proporcionando aos envolvidos a oportunidade de atuar ativamente na disseminação das informações. O professor Rodrigo acredita que, apesar do crescimento da produção e da comercialização do camarão, algumas informações não atingem os consumidores de maneira qualificada e esta suspeita ficou mais evidente com o crescimento da comercialização do camarão diretamente para o consumidor durante a pandemia do coronavírus. “Nós temos visto lives, divulgações e propagandas, mas ainda é preciso esclarecer alguns aspectos e passar novas informações, que temos acesso com qualidade e que ajudam a promover o camarão”, conta.

O PROAQUA funciona através de três tarefas principais, pensadas para melhor atuação do projeto enquanto atividade informativa. As tarefas são divididas em A, B e C, e são separadas por setores do consumo: utilização, aplicação e mercado. A tarefa A, utilização, está relacionada à agregação de valor e de qualidade do camarão, visando a melhor utilização possível do produto. A tarefa B, aplicação, por outro lado, busca apresentar os benefícios e os riscos trazidos através do consumo de camarões, além de buscar esclarecer mitos criados sobre alergias e problemas de saúde relacionados ao camarão. Já a tarefa C, mercado, propõe um estudo mais aprofundado, através de pesquisas, para entender o hábito do consumidor de camarão, como preferências de tamanho e a frequência de consumo. As informações pesquisadas e colhidas, que são de interesse do público consumidor, como o projeto apresenta, são divulgadas para atingir cada vez mais pessoas.

Devido à pandemia do coronavírus, todas as atividades estão sendo realizadas através dos meios digitais e de maneira remota, por meio de posts, lives e redes sociais (@proaquaufrn). O coordenador do projeto afirma que é um momento para fazer proveito da maior utilização do mundo digital a fim de disseminar os conhecimentos apresentados pelo projeto: “Aproveitar este momento, que as pessoas estão muito sintonizadas nas mídias eletrônicas, para passar essas informações.” Ler mais…

Foto: Tânia Rêgo

Resolver questões de anos anteriores, revisar conteúdos estudados durante o ano e relaxar um pouco são algumas das dicas de professores entrevistados pela Agência Brasil para os estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (24). No segundo dia de aplicação da versão impressa do exame, os candidatos resolverão questões de matemática e de ciências da natureza.

“Neste momento, quando se fala em exatas, a grande dica é fazer as provas anteriores. Pegar as duas últimas provas e ter calma”, diz o diretor-geral do Colégio e Curso Progressão e professor de matemática, Leonardo Chucrute. “O Enem não quer colocar pegadinha para o candidato. O que ele está cobrando é aquilo mesmo. Acredite no que a prova está pedindo, é aquilo mesmo, é o que você sabe fazer. O que falo para o candidato é, mantenha a calma, você está preparado, você estudou, acredite em você”.

Segundo Chucrute, com base na prova do último domingo (17), primeiro dia de aplicação do Enem, a expectativa é que o exame tenha menos textos longos e que os enunciados sejam mais objetivos.

“Não é o momento de querer aprender conteúdos novos, de tirar o atraso, porque isso pode gerar tensão e cansaço desnecessários nesta reta final. Importante revisar e focar nos conteúdos que mais caíram nas provas”, diz o gerente executivo de Avaliações e Conteúdo Digital do SAS e professor de química, Caê Lavor. Na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estão disponíveis as provas e os gabaritos dos anos anteriores do Enem.

A expectativa de Lavor é que o Enem mantenha o padrão dos conteúdos das últimas edições. “Será uma prova que repete os padrões do Enem. Tanto no conteúdo quanto na abordagem de problemas e conteúdos que são relevantes para o dia a dia dos alunos, que são relevantes para o cotidiano. O Enem cobra problemas e situações práticas, conteúdos que têm aplicação no dia a dia, conteúdos muito técnicos não costumam ser cobrados”.

Razão, proporção, porcentagem, regra de três são, segundo os professores, conteúdos recorrentemente cobrados na prova de matemática. Em biologia, o conteúdo destacado é ecologia; em física, mecânica, que envolve aceleração, velocidade e troca de energia; e, em química, físico-química, que engloba cálculo químico e aplicações práticas das reações químicas. Ler mais…

Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi

G1 RN – Quase metade dos inscritos para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não compareceram ao primeiro dia de provas neste domingo (17) no Rio Grande do Norte, de acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova.

Dos mais de 129,1 mil inscritos no estado, houve abstenção de de 60.505 (46,9%). Já o número de candidatos que foram aos locais de prova chegou a 68.597. Em 2019, as abstenções tinham representado 20,5%.

Ao todo, a prova contou com 4.622 salas distribuídas em 361 locais de votação em 40 municípios potiguares. O número foi maior que o de 2019, quando o estado contou com 236 locais e provas e 3.281. Segundo o Inep, entre as medidas de prevenção à Covid-19, estava a redução do número de pessoas por sala de aula.

O índice de abstenção do estado ainda ficou abaixo do percentual total do país, que foi de 51,5%. Embora seja preliminar, o número já indica o maior percentual de abstenção em toda a história do Enem. O maior índice havia sido registrado em 2009, com 37,7%. Em 2019, o índice do primeiro dia ficou próximo a 23%.


Neste primeiro domingo de provas, a aplicação teve 5 horas e 30 minutos de duração, das 13h30 até às 19h, com questões de ciências humanas (45), linguagens e códigos (45 questões, sendo 5 de língua estrangeira) e redação.

No Rio Grande do Norte, estudantes que foram aos locais de prova afirmaram que estavam temerosos em relação à possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus.

Em pelo menos quatro estados, estudantes foram barrados de fazer o Enem por causa de lotação das salas de prova e informados que teriam que participar de reaplicação de provas.

Candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 que apresentaram sintomas de covid-19 ou outra doença infectocontagiosa deverão solicitar a participação na reaplicação do exame entre os dias 25 e 29 de janeiro, na Página do Participante, conforme anunciou hoje (17), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A orientação é que esses participantes não compareçam aos locais de prova. O Enem começou a ser aplicado neste domingo (17) e segue no próximo domingo (24).

O Inep informou que recebeu os primeiros pedidos e comprovantes da condição entre 11 e 16 de janeiro. Hoje, no entanto, às 12h, no horário de Brasília, o sistema foi fechado para que os pedidos fossem avaliados e os participantes recebessem a resposta antes da aplicação.

O sistema será novamente aberto entre 25 e 29 de fevereiro. Nessas datas, os participantes que apresentaram sintomas após o dia 16 poderão apresentar exames e laudos médicos que comprovem a condição na Página do Participante. Os inscritos que tiverem a solicitação aprovada farão as provas nos dias 23 e 24 de fevereiro. A aprovação ou a reprovação da solicitação deverá ser consultada, também, na Página do Participante.

Além da covid-19, podem solicitar a reaplicação, participantes com coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela.

Segundo o Inep, para a análise da possibilidade de reaplicação, a pessoa deverá inserir, obrigatoriamente, no momento da solicitação, documento legível que comprove a doença. Na documentação, deve constar o nome completo do participante, o diagnóstico com a descrição da condição, o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10), além da assinatura e da identificação do profissional competente, com o respectivo registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde (RMS) ou de órgão competente, assim como a data do atendimento. O documento deve ser anexado em formato PDF, PNG ou JPG, no tamanho máximo de 2 MB.

Agência Brasil

Agecom e Ascom/Reitoria – Na próxima segunda-feira, 18, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte inicia suas aulas correspondentes ao período letivo 2020.2. Devido à pandemia da covid-19, as atividades serão realizadas no formato remoto, com a possibilidade de oferta de componentes práticos de forma presencial, desde que aprovados pelas instâncias universitárias competentes e asseguradas as condições estabelecidas no Protocolo de Biossegurança da UFRN.

De acordo com o calendário universitário, no dia 18 de janeiro também inicia o prazo para solicitação de suspensão de programa para o período vigente, e para pedidos de rematrícula dos alunos regulares e matrícula dos alunos especiais ordinários. Para todos os casos, as solicitações devem ser feitas via Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa).

As demais datas podem ser consultadas no calendário anexo à Resolução 062/2020 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), que prevê o ensino remoto para o semestre letivo 2020.2. O documento estabelece ainda que, nas aulas remotas dos cursos presenciais, os professores utilizarão a Turma Virtual do Sigaa, plataforma oficial para registro e controle acadêmico, mas fica autorizado o uso de outras ferramentas virtuais. Já para os cursos da modalidade à distância, continua assegurado o uso do ambiente virtual de aprendizagem Moodle Mandacaru Acadêmico.

A UFRN realizou o período 2020.1, que iniciou em fevereiro de 2020, foi suspenso em março devido à pandemia, tendo sido retomado no período de 8 de setembro a 19 de dezembro de 2020. Dessa forma, dando seguimento ao calendário, o Consepe aprovou a realização do período 2020.2, de 18 de janeiro a 30 de abril de 2021.

Durante o período da pesquisa, o grupo realizou 48 sessões no equipamento com um paciente lesado medular incompleto. – Foto: Cícero Oliveira

Um aparelho que possibilita uma maior independência em pessoas que têm alguma patologia ou sofreram algum acidente que a impossibilite de realizar alguns movimentos por falta de força muscular nas pernas foi desenvolvido no Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceria com o Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (ISD).

Concentrado na área de desenvolvimento do movimento humano, o aparelho permite ao paciente realizar ações assemelhadas a de um remador, com o objetivo de melhorar os movimentos de extensão e flexão de joelhos e quadril. “Esse dispositivo é adaptado para usuários que apresentam algum tipo de deficiência ou paralisia do tronco e das pernas. De acordo com a situação do paciente, podemos ajustar a cadeira para deslizar em um trilho com inclinação regulável para a necessidade do treino”, colocou José Carlos Gomes da Silva, cientista envolvido na inovação.

Ele complementou que a motivação para a elaboração do equipamento surgiu a partir da falta de um aparelho de remo que fosse adaptado para usuários com algum tipo de deficiência ou limitações de movimentos dos membros inferiores. A alteração da carga sobre o usuário é feita através da inserção de elásticos entre o banco móvel e a viga, pela modificação da inclinação da máquina ou a combinação de ambas as possibilidades.

Além de uma fixação para os pés do usuário durante o exercício, a máquina contém um suporte articulável e regulável para os pés que garante um ajuste mais adequado dos movimentos de flexão plantar e dorsiflexão. Este último é o nome utilizado para denominar o movimento que acontece quando a parte de cima do pé flexiona em direção à tíbia, popularmente conhecida como ‘canela’. A dificuldade de realizar a dorsiflexão leva a uma exigência adicional para se locomover, geralmente no quadril e joelho, e recebe o nome de queda plantar.

Outro pesquisador envolvido no desenvolvimento do aparelho, Edgar Morya, professor no ISD, frisou que o equipamento é de fácil utilização, pois não necessita bateria ou ligar na tomada e o próprio peso da pessoa serve de carga para o treinamento que auxilia a manutenção da massa magra (músculos), da densidade óssea, do equilíbrio e da distribuição da força entre os membros. Assim, a pessoa treina a musculatura das pernas e da postura concomitantemente.

Denominado “Dispositivo remo para auxílio da manutenção postural, muscular e óssea”, o depósito do pedido de patente ocorreu no mês de dezembro e tem como autores, além de José Carlos e Edgar, Márcio Valério de Araújo, Pablo Javier Alsina e Paulo Moreira Silva Dantas. O registro da propriedade intelectual está vinculado aos Programas de Pós-Graduação da Educação Física (PPGEF) e ao de Ciências da Saúde (PPGCSA), bem como à Base de Pesquisa em Atividade Física (Afisa) e ao Programa Laboratório do Movimento (LABMOV), ambos do Departamento de Educação Física (DEF/UFRN).

Segundo o grupo de cientistas, o protótipo já foi desenvolvido. “Agora passaremos para o estágio de viabilizar a fabricação com empresas interessadas no equipamento. Considero esse pedido de patente fruto de um trabalho multidisciplinar, com inventores das áreas de educação física, engenharia e neuroengenharia. Interpreto que patentear uma invenção é resultado direto do processo de transformar ideias acadêmicas em soluções de problemas para a sociedade, ou seja, transformar projetos acadêmicos em produtos que favoreçam a sociedade, estimulem novas pesquisas e formem profissionais é parte da missão da universidade”, destacou José Carlos.

Wilson Galvão – Agência de Inovação da Reitoria/UFRN

Foto: Marcello Casal Jr

No próximo domingo (17), milhões de estudantes vão fazer a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Em um ano de pandemia do novo coronavírus, com aulas presenciais suspensas, estudantes e professores tiveram que se adaptar. Tiveram que transpor as salas de aula para dentro das próprias casas. Enfrentaram problemas de infraestrutura, internet de baixa qualidade ou mesmo ausência de conexão, entre outras questões.

A dois dias para a aplicação da prova, a Agência Brasil reuniu cinco dicas para quem vai fazer o exame. Segundo os professores entrevistados, é importante levar em consideração que esse é um ano atípico e que os resultados talvez não sejam os esperados. Os participantes devem estar atentos às regras da prova e seguir as medidas de segurança para evitar o contágio pelo novo vírus.

Separar o que levar no dia da prova

Para participar do Enem é obrigatório levar documento oficial de identificação com foto, caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente e máscara de proteção facial. Sem esses itens não será possível fazer a prova. A dica da professora de língua portuguesa da Escola Estadual Amélio de Carvalho Baís, de Campo Grande (MS), Letícia Cintra, é que, com antecedência, os participantes separem o que vão levar no dia do exame. “O que a gente conseguiu estudar, nós já estudamos. A partir de agora é organizar a caneta, máscara, o álcool em gel. Olhar o seu Cartão de Confirmação da Inscrição para ver onde vai fazer a prova, para não deixar para a última hora”, diz.

Cuidar da própria saúde

Na reta final, é importante cuidar da própria saúde física e mental para ter energia no dia do exame, de acordo com o pré-vestibular UniFavela. “Sabemos o quão difícil este momento de quarentena pode estar sendo. Dificuldades para estudar, para manter os pensamentos leves ou até mesmo para se concentrar em coisas simples. Não se culpe por isso! O que está acontecendo agora, no Brasil e no mundo, é muito maior do que qualquer esforço que a gente faça”, diz cartilha divulgada pelo curso. “Tão importante quanto manter uma rotina de estudos é manter uma rotina de cuidados. Busque ao máximo dormir oito horas por dia. Além disso, tente entender os seus sentimentos, dar nome ao que você sente, expressar isso de alguma forma: escrevendo, cantando, dançando, chorando… Se permita sentir!”.

Revisar o conteúdo

Às vésperas do exame, o momento é de revisar o que foi aprendido até aqui. Para o professor e sócio-diretor da Evolucional, startup de educação que oferece simulados e estudos de desempenho para escolas de todo o país, Vinícius Freaza, o Enem deve seguir a tendência de anos anteriores, já que as questões são escolhidas a partir de um banco de itens elaborados ao longo dos anos. “Seguramente teremos questões produzidas este ano, deve aparecer alguma coisa de pandemia, mas o grosso continua seguindo tendência de anos anteriores”. A recomendação, então, para a reta final é que os estudantes refaçam as provas antigas e que saibam os assuntos mais recorrentes em cada uma das áreas avaliadas no Enem.

Na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira é possível acessar as edições anteriores das provas e os gabaritos. Ler mais…

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, disse hoje (14) que, até o momento, não há previsão de adiamento da aplicação do Enem em nenhum município. Sobre a possibilidade de adiar a aplicação do exame em Manaus (AM), onde os níveis de contaminação pela covid-19 apresentam alta, Lopes disse que não há, até o momento, nenhuma decisão. “Há apenas discussão.”

“A situação do Amazonas é diferenciada. Durante a semana entramos em contado com governador e outras autoridades. O diálogo é aberto. Um bom ambiente de discussão para chegarmos a uma solução”, informou o presidente..

Segundo ele, o Inep recorrerá de eventuais decisões judiciais contrárias à aplicação da prova. Sobre a possibilidade de decretos locais, proibindo a realização do exame, Lopes disse que os prefeitos têm de saber que é grande o risco de não se conseguir realizar o exame em outras datas.

“Não podemos assegurar isso a todas cidades. Se as autoridades proibirem a realização das provas, não poderemos assegurar que vai conseguir aplicar a prova em outras datas. E se não for possível fazer a reaplicação, [os candidatos] vão perder o Enem 2020. Só vão poder fazer o Enem 2021”, disse ele referindo-se às várias etapas de impressão e logística necessárias para a realização do Enem.

Além disso, “o Enem é base para as políticas de acesso a universidades privadas por meio de bolsas e de financiamento estudantil”, complementou.

Agência Brasil

Ascom IMD – O Projeto SV-PRO APP, conduzido pelo Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), dará início, a partir desta sexta-feira, 15, ao processo seletivo de bolsistas de pesquisa e desenvolvimento de Tecnologia da Informação (TI) na área de computação móvel.

As inscrições se estenderão até o dia 24 e devem ser feitas através de envio de e-mail para processoseletivo-sascar@imd.ufrn.br, conforme as orientações expostas no edital. São ofertadas cinco vagas – três para desenvolvimento de software e duas para testes de sistemas. A remuneração para ambos os perfis é de R$ 2 mil.

Para se candidatar à vaga, o interessado deve estar matriculado em um curso de graduação da UFRN, na área de Computação ou campos afins, e certificar-se de que preenche o perfil esperado para as atividades a serem desenvolvidas, segundo o Anexo I do Edital nº 003/2021.

É permitido se candidatar a mais de uma vaga e a contratação terá caráter imediato. As atividades, cujas cargas horárias serão de 30h semanais, estão previstas para começar em fevereiro deste ano.

O projeto SV-PRO APP é voltado para o desenvolvimento de um aplicativo móvel inteligente para computador de bordo, smartphones e tablets. A ferramenta é capaz de realizar a gestão de veículos e disponibilizar recursos como inclinômetro, rotograma, controle de logística, comunicação GPRS e Wi-Fi, telemetria, entre outros.

Seleção

O processo de seleção será realizado entre os dias 25 e 29 de janeiro e consistirá em análise de currículo e entrevista técnica, cuja data e local serão informados previamente pela coordenação através do e-mail do candidato.

O resultado da seleção será divulgado a partir do dia 1º de fevereiro, na aba Editais do site do IMD.

Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

A rede pública de educação está se preparando para o retorno das aulas presenciais no mês de fevereiro no Rio Grande do Norte. A escolas estaduais voltam no dia 1º de fevereiro, enquanto as municipais têm previsão para um dia depois, no dia 2.

As aulas foram suspensas em 17 de março por conta da pandemia do coronavírus, que naquele momento tinha seus primeiros casos registrados no estado.

Com o retorno próximo depois de 10 meses, algumas medidas estão sendo tomadas para dar mais segurança a alunos e profissionais.

Na rede estadual, o secretário de educação, Getúlio Marques, garantiu que as escolas estarão prontas na data prevista. “É uma garantia nossa essas escolas estarem preparadas, sim, no dia 1º de fevereiro”, disse.

Segundo ele, materiais como equipamentos proteção individual (EPIs) começaram a ser adquiridos desde de dezembro. O que resta nesses próximos dias será fazer a adaptação das escolas.

“Uma parte dessas questões que são obrigatórias, tipo máscaras, equipamentos, EPIs, estão sendo comprados desde o final de dezembro”, explicou.

“Nesses últimos dias nós vamos fazer as adaptações das escolas, colocar totens, a parte que a gente precisa de sinalização. Então, esse estudo está sendo preparado para que, no retorno, alunos e professores tenham segurança”.

O titular explicou que secretaria realiza um monitoramento diário para entender as necessidades das escolas. Com 146 escolas da rede estadual, Natal representa a maior demanda desse trabalho.

“No interior e em Natal têm algumas escolas em que a estrutura não é tão boa quanto em outras que nós já conseguimos fazer reformas e adaptações. Mas, mesmo com essas dificuldades, nós vamos tentar e vamos chegar no dia 1º com todas essas questões, principalmente as de biossegurança, efetivamente complementadas dentro dessas escolas”, disse.

Além dos EPIs e da disponibilização de álcool em gel em pontos estratégicos, as escolas também contarão com protocolo para receber alunos e professores, como sinalização de distanciamento e uma estratégia para que o número de estudantes seja reduzido em cada sala.

“Nesse primeiro momento estamos trabalhando para que o retorno seja com um terço dos alunos”, explicou Getúlio Marques.

O calendário escolar aponta que as aulas retomadas a partir de fevereiro serão ainda para cumprir o ano letivo de 2020, que foi interrompido pela pandemia em março de 2020.

A secretaria explicou ainda que os alunos que já possuem matrículas vigentes com a rede estadual terão elas renovadas automaticamente. Para o ano letivo de 2021, as matrículas abrem em 18 de março.

Saiba mais no G1 RN

No domingo (17), milhões de estudantes de todo o país farão a primeira prova da edição impressa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Além de responder às questões objetivas de linguagens e ciências humanas, os participantes farão a prova de redação, a única parte subjetiva do exame. Com critérios específicos de correção, a redação pode ser o diferencial na nota dos estudantes.

“A primeira coisa é que a prova não vai ter grandes mudanças na redação”, diz o professor e fundador do Laboratório de Redação, Adriano Chan. Na prova, os estudantes devem, a partir do tema proposto e dos textos motivadores – que não podem ser copiados – escrever um texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo. Os participantes devem defender uma tese, ou seja, uma opinião a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes. Devem também elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto.

“É um equívoco o aluno acreditar que precisa saber bem do tema. Tem que saber ler bem o que está na proposta, identificar os desafios que estão na proposta em relação ao tema principal. Isso é muito importante. Não é achar qualquer problema, mas um problema dentro do universo proposto e relacionar esse desafio com o conteúdo adquirido e aprendido”, afirma Chan.

“A estrutura não muda, o que vai alterar é a argumentação que o estudante vai ter que construir em função do tema. Eu acredito que quando o aluno conhece bem a estrutura da redação, o tema que vier ele vai conseguir fazer”, diz a professora Tatiana Nunes Câmara, de língua portuguesa e produção textual do Colégio Mopi.

Para os professores, os estudantes devem, na reta final para a aplicação do exame, treinar a escrita, em papel, como será feito no dia da prova, usando máscara de proteção facial, item obrigatório este ano por causa da pandemia do novo coronavírus. “[Com as aulas sendo realizadas de forma remota], geralmente o estudante tem de entregar a redação digitada e não está treinando a questão do exercício motor de escrever a redação. É importante que o aluno faça o treino da escrita no papel, até para que não seja pego de surpresa em relação ao tempo”.

“Escrever de máscara é diferente. Recomendo treinar a redação de máscara, contando o tempo”, acrescenta Tatiana. “Seria interessante agora revistar as redações que fizeram e foram corrigidas pelos professores, para que possam dar uma olhada na estrutura e nas orientações. Acho que também vale a pena observar temas que as pessoas têm falado ou assuntos que estão mais em voga, fazer uma espécie de retomada desses enfoques temáticos”, sugere. Ler mais…

O Instituto do Cérebro da UFRN está recebendo matrículas para alunos regulares e especiais em suas disciplinas. São 18 turmas que se iniciam no próximo dia 18 de janeiro e outras três em março. Para se inscrever, o estudante precisa ter vínculo com a UFRN. As disciplinas ofertadas em nível de graduação serão realizadas no formato on-line, abordando diversos temas e aspectos que ajudam na introdução ou avanço daqueles que têm interesse nas neurociências.

Uma das mais concorridas: Introdução à neurociência, será ministrada pelo neurocientista Claudio Queiroz, chefe do Laboratório de Redes Neurais e Epilepsia. A disciplina aborda a definição e contextualização de neurociência; estrutura e função do sistema nervoso; percepção e sentidos; ação e controle do movimento; e técnicas e abordagens experimentais empregadas no estudo do sistema nervoso, entre outros assuntos. As aulas serão ministradas nas segundas e quartas-feiras, pela manhã, do 2º ao 4º horário.

Os interessados em conhecer um pouco mais sobre a divulgação científica podem se inscrever na disciplina do professor Sidarta Ribeiro: Comunicação Científica. Nesse curso, ele discute desde o método científico até os princípios básicos da escrita, trazendo questões de síntese, clareza, organização lógica. Também aborda a estrutura da comunicação científica profissional, artigo versus dissertação, divulgação científica e outros temas. As aulas acontecem nas terças e quintas-feiras, pela manhã, ocupando o 3º e o 4º horário.

O neurocientista Sergio Neuenschwander apresenta uma nova turma para os interessados em aprender sobre Neurocinema. As aulas acontecerão toda quarta-feira à noite em três horários: 1º, 2º e 3º. Nessa disciplina, o estudante vai ver noção de realidade no cinema; modelos da percepção visual; teoria da cognição; teoria enativa da percepção; câmera obscura: do olho à câmera; a imagem retiniana; a imagem projetada; a tela na televisão e no cinema e muito mais. Esta é uma das disciplinas com ementa mais extensa entre as ofertadas. Sergio Neuenschwander oferta ainda a disciplina Introdução ao método científico. Ler mais…

Foto: Marcello Casal Jr

Interessados em participar da primeira seleção de bolsistas do Programa Universidade Para Todos (ProUni) podem se inscrever a partir de hoje (12), até a próxima sexta-feira (15).

Segundo o Ministério da Educação (MEC), as instituições particulares de ensino superior que participam do programa oferecerão 162.022 bolsas de estudo, sendo 76.855 integrais e 85.167 parciais, com 50% de desconto sobre o valor do curso.

A relação das instituições e dos cursos disponíveis pode ser consultada na página do programa na internet. Também é possível pesquisar as opções ofertadas por cidades e por tipo de bolsa (integral e parcial), modalidade (presencial e a distância).

De acordo com o MEC, os estados com os maiores números de bolsas ofertadas são São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar que sua renda familiar bruta mensal não excede 1,5 salário mínimo (R$ 1.650) por pessoa. Para as bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa (R$ 3.300). O candidato também precisa ter feito a edição mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não ter tirado nota zero na redação.

Além disso, o interessado deve ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em escola da rede privada, desde que na condição de bolsista integral da respectiva instituição. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa – e, nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos. Ler mais…

Da Agência Brasil – Responsável por organizar a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) decidiu que, este ano, o acesso aos locais de prova será liberado mais cedo que de costume. A medida visa a evitar aglomerações e a consequente disseminação do novo coronavírus.

Em uma nota divulgada hoje (11), o instituto informou que os portões dos locais de aplicação dos testes serão abertos às 11h30 (horário de Brasília), e fechados às 13 h – meia-hora antes do início das provas.

Mais de 5,783 milhões de candidatos se inscreveram para participar do exame. As provas estão agendadas para 17 e 24 de janeiro (versão impressa), e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital).

As datas, no entanto, estão sendo questionadas judicialmente por órgãos públicos e entidades que apontam o risco de candidatos e funcionários contraírem a covid-19 devido à reunião de pessoas em locais fechados.

Na sexta-feira (8), a Defensoria Pública da União (DPU) recorreu à Justiça Federal para tentar adiar a realização do exame. No mesmo dia, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) acionaram o Ministério Público Federal (MPF) com o mesmo propósito. Além disso, 50 entidades científicas divulgaram uma nota conjunta em que apontam a “necessidade urgente” de que a realização das provas do Enem sejam adiadas “para outro momento no qual os índices de transmissão e a capacidade de resposta dos serviços de saúde estejam dentro de níveis aceitáveis”. Entre as organizações signatárias estão a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco); a Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn).

Em resposta às críticas, o Ministério da Educação afirmou que regras específicas foram estabelecidas para reduzir as aglomerações nos locais de prova e, assim, garantir a segurança dos candidatos e funcionários que participarão do exame. Os principais procedimentos de segurança estão detalhados em dois editais publicados pelo Inep, o nº 54 e o nº 55 cuja observância é obrigatória.