Dirigente rebate fala de Mineiro: “PT pode vencer sem o MDB”

Foto: Reprodução

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Norte, o professor Daniel Valença, rebateu nesta sexta-feira 7, argumento apresentado pelo secretário de governo Fernando Mineiro acerca da política de alianças para as eleições deste ano. Em entrevista a uma rádio capital, Mineiro afirmou: “Se a gente não trouxer para o palanque do Lula e do PT quem foi contra nós, não vamos ter maioria para ganhar as eleições”. Daniel Valença defendeu que o PT tenha candidaturas próprias ou se alie com partidos de Esquerda e não de Centro, argumentando que o PT vencer as eleições sem a presença de emedebistas.

Para Valença, o deputado Fernando Mineiro merece respeito, porém discorda de seu posicionamento. “Mineiro é um grande nome da política de nosso Estado e tem uma vida dedicada à construção de nosso partido. Mas, é notório que temos posições bem distintas no que se refere à política de alianças. Como disse recentemente a nossa governadora, professora Fátima, estas divergências fazem parte do PT. Este debate já está sendo feito com o conjunto da militância e tem de ocupar a agenda da instância partidária”, afirmou.

O dirigente petista discordou do argumento apresentado por Mineiro, afirmando que o momento é construir alianças para mudanças e não com quem foi rejeitado pelo povo. “Hoje, temos a governadora liderando todas as pesquisas como resultado de um governo que vem mudando o RN para muito melhor, apesar de um governo federal que dia após dia afunda o país. Ao invés de procurar alianças com quem já foi rejeitado pelo povo, precisamos construir as condições para mais e melhores mudanças. Portanto, é fundamental reeleger Fátima Bezerra em outro patamar político, inclusive com apoio do presidente Lula”, comentou.

E acrescentou: “Isso passa, por ampliar nossa bancada na Assembleia Legislativa. Os mandatos do deputado Francisco e da deputada Isolda cumprem um papel muito importante, mas o PT só tem dois entre os 24 parlamentares. Em 2018, não foi o povo que nos elegeu e não as oligarquias; nós as derrotamos. E em 2022 será o povo novamente que dirá se o melhor para a sua vida é Lula, Fátima, Jean, Natália, Mineiro, Isolda, Francisco e o aumento das bancadas de esquerda, ou o retorno das oligarquias”, comentou Valença, evidenciando que o RN deve trabalhar para ampliar os espaços já conquistados, incluindo a vaga no Senado Federal e recuperando nas urnas o mandato do deputado federal Fernando Mineiro, subtraído pelas manobras das forças golpistas e antipetistas.

Daniel Valença continuou mantendo uma postura de contraponto. “Em 2018, em um contexto de ascensão da extrema-direita na política nacional, elegemos a professora Fátima a partir de um programa democrático e popular que visava a superação de décadas dos governos das oligarquias em nosso estado. Entre os estados do Nordeste, o RN foi o último a ter uma gestão de origem popular”, pontuou.

Agora RN

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