‘Existe a possibilidade real de cancelar o Carnaval de rua’, diz Álvaro Dias

FOTO: ALEX REGIS

Algumas dessas obras ainda nem começaram…

Começaram timidamente. A obra do Complexo da Redinha já foi iniciada pelo Redinha Clube. Derrubamos algumas partes do local que não serão mais utilizadas de acordo com o projeto e, proximamente, com a licitação das obras do mercado estará a “pleno vapor”. A burocracia é muito grande e a licitação demora para que aconteça dentro de todas as exigências legais determinadas pela Constituição e pelas leis que temos de respeitar. Mas imagino que dentro de 60 a 90 dias, o complexo estará sendo iniciado.

O senhor acha que algumas dessas obras serão concluídas na sua gestão?

Com certeza. Esse Complexo da Redinha não vai demorar dois anos. No projeto feito para o Hospital Municipal, a previsão de início e conclusão é de 24 meses. Esperamos que esse prazo seja cumprido depois de licitada e iniciada a obra. Mas vamos colocar aí um atraso que sempre acontece de seis meses ou alguns meses, Mesmo assim, espero concluir ainda dentro de nossa gestão.

O Carnaval praticamente foi inserido no calendário turístico da cidade antes da covid. Diante desse quadro de pandemia de coronavírus e surto de gripe, há uma decisão tomada sobre a realização neste ano?

Nós estamos analisando a possibilidade de cancelar ou não o Carnaval. Cidades turísticas que têm um Carnaval bastante atrativo, como Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Olinda (PE), já cancelaram. Nós ainda não tomamos essa decisão, mas vamos reunir o Comitê Científico para discutir essa questão e existe uma possibilidade real e concreta de que também possamos vir a cancelar pelo menos o Carnaval de rua na nossa cidade.

A Câmara Municipal autorizou empréstimo de até R$ 400 milhões pela Prefeitura. Há definição de destinação para esses recursos?

A Câmara autorizou até R$ 400 milhões, mas se a gente precisar e for utilizar. Espero que não. [Temos buscado recursos] através de emendas impositivas e do OGU (Orçamento Geral da União), porque temos contado com a boa vontade da bancada federal para que não tenhamos necessidade de utilizar sequer 10% desses R$ 400 milhões que estamos autorizados. Quanto menos endividamento proporcionar para a cidade, melhor. Tenho essa convicção e vamos procurar restringir ou utilizar o mínimo possível dessa autorização que nos foi concedida pela Câmara, até porque não precisamos apenas dessa autorização. Cada empréstimo que tentarmos fazer junto às instituições financeiras, precisaremos também da autorização do Tesouro Nacional, que vai analisar a capacidade de pagamento e de endividamento do município para depois autorizar.

Como a Prefeitura vai se posicionar em relação às demandas de servidores por reajustes ou recomposições salariais neste período no qual a inflação está em dois dígitos ou próxima disso?

Nós temos uma responsabilidade muito grande de tentar, e vai ser uma das grandes prioridades da nossa gestão, manter os salários em dia dos servidores, apesar de entender que existem dificuldades para que isso aconteça, porque, com a pandemia, e os problemas surgiram em decorrência disso, empresas fecharam, comerciantes faliram e deixaram de funcionar. A arrecadação do município diminuiu um pouco ou não aumentou como deveria. Então, temos nossos limites financeiros e os servidores precisam entender que não podemos conceder aumentos salariais seguidos e sem base de cálculo. Essa é uma questão que se não for bem pensada e analisada, pode vir a colocar o município em dificuldade, ocasionando um atraso salarial. Isso não quero permitir que aconteça em nossa gestão. Essa é uma das grandes preocupações que temos para fazer um planejamento bem sólido de todos os gastos e investimentos, de todos os compromissos que vamos assumir para não comprometer as finanças do município e evitar um atraso salarial.

Confira entrevista completa aqui.

Tribuna do Norte

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