Greve dos servidores da saúde do Estado não é responsável pela situação dramática nos hospitais

Na reportagem desta última segunda (18), a InterTV divulgou uma matéria sobre a situação do Hospital Walfredo Gurgel na tentativa de jogar a população contra a greve dos servidores da saúde do RN. A reportagem diz que a greve da saúde está levando pacientes e familiares a situações dramáticas. Isso não é verdade.

A greve que iniciou dia 5 de fevereiro irá completar 15 dias nesta quarta-feira (20). A situação de calamidade na saúde do Estado se arrasta por muito tempo, não é de agora. Só no governo Robinson foi anunciado por duas vezes consecutivas o Estado de Calamidade na saúde do Rio Grande do Norte. O ex-governador deixou de enviar metade das verbas que a saúde estadual precisava para funcionar. Agora, com o Governo Fátima, foi anunciada um decreto de calamidade financeira.

Será mesmo que a greve dos servidores da saúde é a responsável pela situação dramática que se encontra? Ou os verdadeiros responsáveis são os governos que entram dizendo que a saúde é uma prioridade, mas na verdade seguem a mesma cartilha? Nós do Sindsaúde apontamos para a segunda alternativa.

Os servidores da saúde já fazem o melhor possível nas condições que são impostas. Cada técnico de enfermagem atende cerca de 20 pacientes nos hospitais. E por causa da dedicação desses profissionais muitas vidas são salvas. Mas os governos não se importam isso.

“O desrespeito começa no nosso salário, que é a nossa forma de sustento. Além dele ser engolido pela inflação e com a cobrança de juros, estamos com os salários de dezembro e o 13º de 2018 atrasados e os aposentados não receberam parte do salário de novembro e 13º de 2017. Não temos reajuste há quase 10 anos, enquanto isso, o TCE aprova aumento dos próprios salários para R$ 35,4 mil. A nossa greve é legítima. É por salários, mas também é por condições dignas de trabalho” declarou Breno Abbott, Coordenador do Sindsaúde-RN.

Autor: Comunicação Sindsaúde

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