Participação internacional marca simpósio do Instituto do Cérebro

Os avanços das neurociências e os desafios de fazer pesquisa no Brasil foram temas centrais da 5ª edição do House Symposium, realizado pelo Instituto do Cérebro da UFRN (ICe). Durante três dias, pesquisadores locais e internacionais se voltaram a apresentar o andamento de suas pesquisas e trocar experiências neste campo de estudo. As atividades aconteceram no auditório do Instituto Internacional de Física (IIF), e o destaque deste ano foram as delegações da França e Suécia.

Segundo a diretora do Instituto, a médica Kerstin Schmidt, a participação internacional aumentou a qualidade do simpósio, tanto no que confere ao intercâmbio de conhecimento quanto à utilização da língua inglesa, o que colabora na formação dos pesquisadores locais.

Suecos, alemães, franceses, argentinos, brasileiros, não importando a origem, no auditório do IIF, todos falavam a mesma língua e mantinham o mesmo interesse, que era o de conhecer e aprender mais sobre seus campos de estudos.

Klas Kullander, pesquisador sueco da Uppsala University, foi o orador principal deste ano. E ele não veio sozinho. Uma comitiva de pelo menos dez pessoas o acompanhou na visita ao Brasil. Para ele, o House Simposium foi muito interessante. “Eu consigo ver muita ciência de qualidade sendo apresentada, muitos cientistas da Europa e de outras partes do Brasil estão sendo recebidos. Eu estou muito impressionado e feliz por estar aqui”, disse.

Adriano Tort, membro da coordenação do evento, agradeceu as participações deste ano e destacou a possibilidade de ampliação da rede de contato dos estudantes. Para ele, isso mostra o tamanho que é o ICe, que tem know how em nível de top quality, sendo referência para o Brasil e América Latina, mas que precisa de mais incentivo para alcançar os patamares internacionais de outras partes do mundo.

O House Symposium é o principal evento científico do Instituto do Cérebro da UFRN e começou de forma tímida, objetivando destacar e discutir as pesquisas em andamento na casa. A cada ano, no entanto, devido à qualidade do que é desenvolvido aqui na UFRN, a atividade tem atraído o interesse de pesquisadores brasileiros e internacionais.

José de Paiva Rebouças de Agecom

UFRN

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