Primeira fase da Copa Quilombola Intermunicipal de Futebol tem duelos definidos


O Senadinho Macaíba fará uma cobertura especial da competição


A partir do dia 25 de janeiro um grupo de quatorze (14) equipes tradicionais do futebol amador dos municípios de Macaíba, Bom Jesus e Vera Cruz lutarão pelo título inédito da 1ª Copa Quilombola Intermunicipal de Futebol Amador do RN. Em sorteio realizado no último sábado (11), na presença dos diretores das equipes participantes, foi definido os primeiros duelos da competição. A abertura ficará por conta do Central da comunidade quilombola de Capoeiras e a Lauto dos remanescentes do Sítio Grossos, município de Bom Jesus.

Um dos jogos mais aguardados da primeira fase será entre o multicampeão macaibense, CRB de Cajazeiras e o Palmeiras da comunidade negra do Pavilhão, atual campeão bom-jesuense. Esse duelo acontece no dia 1º de fevereiro, às 15h e promete ser um grande jogo, vez que as duas equipes estão trazendo atletas renomados do futebol potiguar. A Copa marca também o retorno do Guarani de Lagoa do Sítio I e do Palmeiras de Canabrava, equipes tradicionais da zona rural de Macaíba, às competições regionais.

O certame vem ganhando um grande destaque no RN. Mais de 200 atletas das mais variadas cidades do estado estão sendo inscritos na competição como, por exemplo, jogadores de Mossoró, São Pedro, Natal, Parnamirim, Monte Alegre, Brejinho, além de Macaíba, Bom Jesus e Vera Cruz. Os jogos serão comandados pela RB arbitragem, de São Gonçalo do Amarante.

Torneio Início

O verdadeiro futebol raiz, como nos velhos, a Copa Quilombola preservará a essência do esporte bretão. Para isso, em acordo com as equipes, será realizado o Torneio Início da competição. Vai ser um dos vários momentos marcantes desta competição, aponta Sérgio Nascimento, membro organizador da Copa.

“Como antigamente, o torneio possibilitará uma grande interação entre envolvidos trazendo aquele romantismo dos tempos áureos do nosso futebol. Nosso propósito é ir além do aspecto esportivo. É despertar nos jogadores e nas comunidades envolvidas o sentimento de pertença, de combate ao preconceito, o orgulho de ser negro, de ser de uma comunidade quilombola e de contribuir para a construção cultural e material de nossa região”, afirma Sérgio Nascimento.

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