Professores da UFRN orientam como evitar compartilhamento de fake news

Nos últimos dias, circulou nas redes sociais um áudio atribuído ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e ainda um imagem mostrando uma vacina para prevenir o coronavírus. Em um quadro social complexo como o da pandemia do Covid-19, a internet mais uma vez é terreno fértil – e perigoso – para surgimento e proliferação de notícias falsas sobre o vírus. Atentos a essa questão, professores da UFRN atuam e dão orientações para evitar as notícias falsas, ou fake news, que circulam principalmente em redes sociais.

Para a professora Socorro Veloso, do Departamento de Comunicação da UFRN, a primeira indicação ao se receber uma notícia ou vídeo nas redes sociais que tenha origem duvidosa é checar as informações em canais oficiais, como sites de órgãos públicos, portais e jornais de notícias. “Se identificar que é uma notícia falsa dê um alerta, com gentileza, a pessoa que disseminou o material e no grupo onde recebeu o conteúdo, para que a informação falsa não seja repassada”, orienta.

A docente ressalta que não é preciso ser jornalista ou da área da comunicação para fazer isso e acrescenta que é um compromisso social combater a disseminação de notícias falsas. “Todos nós temos um compromisso, como cidadãos, em combater a disseminação de fake news. No dia a dia, nos grupos em que fazemos parte, podemos ter essa atitude e ajudar a reduzir essa circulação de notícias falsas”, afirma.

Ela acredita que ao mesmo tempo que têm-se esse quadro de circulação dos fake news, vemos também o aumento na credibilidade do jornalismo e cita uma pesquisa divulgada recentemente pelo DataFolha. O estudo apontou que programas jornalísticos de TVs e jornais impressos são os meios de comunicação que lideram a confiança do público em relação a notícias divulgadas sobre o Covid-19. Já nas informações compartilhadas no Whatsapp, a pesquisa mostra que 12% confiam nessas informações e 58% não confiam.

Para facilitar o acesso a informações verdadeiras, alguns portais de notícias estão liberando conteúdos para consulta, e existem portais que já estão identificando as fake news e mostrando as informações corretas. Uma agência de checagem de informações no RN também vem trabalhando para combater a desinformação.

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