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Por meio do Projeto “Incentivo ao reflorestamento em cenários de mudanças climáticas” são desenvolvidas iniciativas de reflorestamento, arborização e educação ambiental, utilizando principalmente espécies florestais importantes no extrativismo e que geram renda nos ambientes de ocorrência natural. Com o objetivo de gerar tecnologias para a produção de mudas e reflorestamento de espécies alvo do extrativismo intensivo no semiárido potiguar (espécies como: a carnaúba (Copernicia prunifera), jurema-preta (Mimosa tenuiflora), oiticica (Licania rigida), maçaranduba (Manilkara salzmannii) e umbu (Spondias tuberosa)), a proposta está alinhada com um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 proposta pela ONU, que prevê tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.

O Projeto é uma parceria com o Horto Florestal da UFRN, para onde são destinadas cerca de cem mudas para o programa de arborização do campus central da UFRN, em Natal. Essas mudas são destinadas para recuperação de áreas degradadas em regiões do semiárido. Além disso, estão sendo iniciados projetos de educação ambiental e arborização em escolas públicas por meio das equipes formadas por professores e estudantes do curso de Engenharia Florestal e do Mestrado em Ciências Florestais.

“Destaco a importância da EAJ e UFRN na capacitação dos nossos alunos para a extensão universitária. Os trabalhos de educação ambiental que estamos realizando nas escolas têm como foco crianças e os jovens, que recebem orientação sobre a prática de defesa e preservação das espécies de plantas utilizadas na agricultura local. O cenário de mudança climática para este século é alarmante, pois há potencial para elevação nas temperaturas médias globais de cerca de 4,3 °C até o ano de 2100, com implicações significativas nos ecossistemas florestais e microclima urbano”, nos conta o Professor Fábio de Almeida Vieira, que atua no curso de graduação em Engenharia Florestal, no Mestrado em Ciências Florestais e está à frente do Projeto.

O bioma Caatinga é uma das regiões ecologicamente sensíveis com respostas ampliadas à variabilidade climática no mundo, possuindo mais de 60% de áreas susceptíveis à desertificação no Brasil. O Estado do Rio Grande do Norte possui 143 municípios com áreas susceptíveis à desertificação. Nestes ambientes, há diversas espécies florestais de alta relevância econômica, social e cultural, onde os recursos florestais (cera, folhas, frutos e sementes) representam fonte de renda para as comunidades extrativistas, mas que estão ameaçadas pela mudança climática.

Por Fernanda Macedo – Com supervisão da Comunicação EAJ

Desenvolvida e coordenada desde 2017 por Aldair Rodrigues, Professor de Artes da Escola Agrícola de Jundiaí, a atividade aborda os conteúdos estudados durante o ano e se relaciona com outras disciplinas. Agora em 2019, a atividade pedagógica contou com a disciplina de Língua Portuguesa.

O desenvolvimento da atividade acontece ao longo de todo o ano letivo. No segundo bimestre foram elaborados textos dramáticos tendo como base autores regionais, nacionais e estrangeiros, e cenas com pequenos grupos também foram montadas. No terceiro bimestre foram feita cenas com textos literários e temas relacionados aos respectivos cursos das turmas. Já no quarto bimestre alguns critérios são estabelecidos pelo coordenador e a avaliação consiste em fazer a apresentação teatral utilizando os conhecimentos adquiridos durante o ano, especialmente no que se refere aos elementos da linguagem teatral.

Segundo Aldair Rodrigues, a atividade é importante devido às variadas formas de conhecimento trabalhadas. “Desenvolve, entre outras competências, a socialização, a criatividade, o trabalho em equipe, expressão corporal e vocal, desafiar suas potencialidades e fragilidades, sensibilização do olhar, poder de síntese, estabelecer ideias, criticidade, alteridade, entre outros”, comenta.

A peça conta com um processo de criação onde os alunos fazem um roteiro, elaboram os diálogos e criam os personagens. Isso se dá por meio da escolha e estudo de alguma obra da literatura. A partir disso, os estudantes farão a apresentação, podendo ser uma reinterpretação ou uma adaptação – até mesmo para os dias atuais – e fazer uma interseção com outros autores e outros tempos literários. Ler mais…

Foto: Adèle Oliveira

A Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN) realizou cerimônia em comemoração aos 20 anos do Curso Técnico em Informática e o evento contou com a presença da coordenação do curso, professores, alunos e antigos estudantes do curso. A mesa foi composta por Ivan Max de Lacerda (diretor da EAJ-UFRN), Júlio César de Andrade Neto (ex-diretor da instituição), Severino Paulo Gomes Neto (coordenador do curso de Informática), e os docentes Josenalde Barbosa de Oliveira e Carlos Henrique Grilo.

A cerimônia foi iniciada com o convite para que os representantes tomassem à mesa e com o agradecimento aos professores, alunos e demais presentes. O antigo diretor da EAJ iniciou a fala relembrando o surgimento do curso técnico em Informática. Júlio César falou sobre a criação de escolas técnicas e sobre como funcionava a escola, onde tinha ensino fundamental e contava apenas com o curso de Agropecuária. Em seguida, ele falou do apoio do antigo reitor Ivonildo Rêgo, para a criação do curso de Informática na Escola Agrícola.

Josenalde Barbosa de Oliveira começou a fala atribuindo o desenvolvimento profissional aos aprendizados que adquiriu na EAJ-UFRN. O professor falou sobre quando foi nomeado coordenador do curso pelo professor Júlio César, então diretor da escola, e agradeceu pela experiência, a qual classificou como desafiadora. “Não foi fácil ser de um curso técnico de informática dentro da Escola Agrícola de Jundiaí. Parecia que a gente estava ‘fora da caixa’ e foi mostrado com trabalhos o que era aquele curso”, relatou. “Se eu pudesse resumir o que nós conquistamos em 20 anos, eu resumo em uma palavra: ‘identidade’. Hoje nós temos uma identidade e conhecemos o nosso potencial”, complementa. Em seguida, finalizou elogiando o corpo docente o curso e a troca de conhecimento entre professores e alunos. O professor Carlos Henrique Grilo falou sobre o processo do concurso para ingressar na EAJ-UFRN e sobre o início do curso, parte administrativa, estruturação e parte técnica. O professor também relembrou o início das turmas.

Atual coordenador do curso, Severino Paulo Gomes Neto relembrou a trajetória em sala de aula como professor e falou do trabalho realizado ao longo dos anos, elaborando diversos projetos e formando vários discentes. O coordenador falou também do empenho da Comunidade Acadêmica, em referência ao trabalho feito para os resultados que o curso obtém atualmente, e agradeceu o apoio dos estudantes do curso durante sua trajetória. Ler mais…

Neste mês de Outubro, acontece o XXX Congresso de Iniciação Científica e Tecnológica da UFRN. O evento deste ano aborda o tema “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”.

O Congresso se divide nas fases online e presencial. A fase online, que foi realizada de 16 a 20 de setembro, ocorreu por meio da disponibilização dos vídeos com as apresentações dos trabalhos dos discentes, para visitas pela comunidade acadêmica e público externo e avaliação pelos consultores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Já a fase presencial é realizada na Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), entre os dias 21 e 25 deste mês.

Essa etapa da fase presencial consiste em uma apresentação de 10 minutos para uma banca composta por professores de diferentes áreas, e 5 minutos para perguntas. Foram 30 alunos escolhidos para a área de Ciências da Vida, 30 para área de Ciências Exatas e da Terra e 30 para Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.

Os estudantes da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ-UFRN), Luan Magioli Barros, do curso técnico em Informática, e Wendy Mattos Teixeira de Souza, do curso de graduação em Engenharia Florestal, apresentaram trabalhos para o eCICT na fase presencial, segunda fase do Congresso. Luan apresentou o trabalho “Desenvolvimento do Sistema de Análises do Teste de Tetrazólio em Sementes de Soja”, orientado pelo Professor Márcio Dias Pereira. Já Wendy apresentou o trabalho intitulado “Seleção e Matrizes Para Produção de Sementes de Pityrocarpa moniliformis (Benth) Luckow & R. W. Jobson”, orientada pelo Professor Mauro Vasconcelos Pacheco.

Luis, que trabalha em projeto de pesquisa desde o ano em que entrou na EAJ e já acompanhou outro colega de curso na apresentação de trabalho no Congresso, conta da expectativa e da experiência em participar do evento neste ano. “A gente trabalhava na mesma base de pesquisa e eu fiquei muito ansioso para apresentar e ver se o projeto iria ser chamado. Era algo que eu já vinha sonhando. Está sendo tudo muito novo, mas está sendo muito bom e recompensador ter sido chamado e ter o trabalho aprovado”, fala. Ler mais…

O projeto de pesquisa “Encontros literários: a formação do leitor e escritor jovem” é coordenado pelos Professores Julianne Pereira dos Santos e Rafael Borges, e tem como objetivo a formação do leitor e escritor jovem. A atividade foi idealizada no ano de 2017 e colocada em prática a partir de 2018. Os docentes, na tentativa de estimular a leitura e torná-la mais reflexiva e produtiva, pensaram nos encontros semanais.

Inicialmente, os encontros foram pensados sob a perspectiva dos estudantes lerem, discutirem e debaterem textos de autores consagrados, dos quais gostavam e se identificavam. Segundo Julianne, inicialmente os encontros aconteceram dessa forma, mas a proposta inicial apresentada foi sendo alterada ao longo dos encontros. “No começo foi assim, mas depois eles começaram a mandar textos através do e-mail do grupo de leitura, uns de forma anônima e também sob pseudônimos”, comenta.

Os estudantes também passaram a inserir os textos de própria autoria. A docente fala que a iniciativa dos alunos foi algo inesperado. “Para a gente foi maravilhoso porque era uma demanda que não estávamos esperando e foi muito crescente, então além do encontro de leitura, se tornou também um encontro de escrita”, afirma.

O ambiente é caracterizado como um lugar de acolhimento, onde os discentes se sentem à vontade para compartilhar as próprias escritas. Outra característica do encontro é que este não possui um método avaliativo ou crítico, ou seja, o objetivo é estar ali para debater acerca das leituras e fazer reflexões a partir delas. Exemplos do que é feito na atividade é o que a leitura desperta e o que os textos despertam sobre determinada temática.

O debate sobre sociedade, sobre temas existenciais, sobre a vida, o amor e adolescência são pautas abordadas no encontro a partir das leituras realizadas.

No ano passado foi feito um livro com os trabalhos de autoria dos próprios alunos e também textos dos idealizadores do projeto. Junto ao lançamento do livro, foi realizado um colóquio com alunos e professores, onde alguns desses docentes falaram acerca da importância da leitura e a formação do jovem leitor.

A evolução dos alunos quanto à leitura e escrita também é algo perceptível. Alguns deles participam desde o ano passado e é evidente um maior envolvimento com a leitura e uma maior afinidade com a escrita, o que os torna cada vez mais reflexivos e críticos quanto à determinados temas.

A coordenadora do projeto diz ainda que outra motivação para o surgimento dos encontros foi o fato de sempre estar ligada à literatura. “Acho que, enquanto professora, não tem como fugir da importância da leitura. Tanto eu quanto Rafael, nós tínhamos esse interesse do estímulo à leitura, e na sala de aula não tem como trabalhar tanto esse aspecto quanto gostaríamos, por isso idealizamos a atividade”.

Os coordenadores têm a perspectiva de seguir com o projeto e esperam que ele dure por muito tempo. Pretendem também realizar atividades semelhantes ao lançamento do livro do ano passado. Outro objetivo é de que o projeto cresça ainda mais, fazendo com que a comunidade acadêmica tenha interesse, participe e se envolva com as ações do grupo.

Os encontros literários acontecem às quintas feiras ao meio dia, no prédio do Ensino Médio da EAJ.

Comunicação EAJ