Após falta de resposta da Unimed Natal, pais de autistas voltam a se mobilizar: ‘Estamos esgotados’
Crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) estão tendo acesso a cada vez menos terapias oferecidas pela cobertura
Por Redação Senadinho · Redação
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Crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) estão tendo acesso a cada vez menos terapias oferecidas pela cobertura da Unimed Natal. A retirada de serviços começou no começo de abril. Após terem feito uma manifestação em frente à sede da cooperativa e até conseguido uma reunião com dirigentes, pais e responsáveis das crianças alegam não ter avançado em suas demandas. Agora eles se organizam para mais um protesto nas ruas da cidade.
O grupo pretende fazer uma manifestação na avenida Salgado Filho, próximo a um dos maiores shoppings da cidade, localizado na zona Leste. Segundo Jessi Dantas, uma das mães à frente do movimento, o objetivo do protesto é chamar a atenção para o problema, já que a cooperativa se nega a dar uma resposta sobre a resolução do problema.
“Não adianta mais a gente querer conversar com eles, a gente vai conversar o quê? A gente expôs tudo. A gente fez uma cartilha para orientar os pais, a gente se propôs a fazer o que eles precisassem, como forma de apoio. Eles colocaram a culpa nas clínicas, só que na verdade a culpa é de todo mundo e quem está sendo penalizado são as crianças”, denunciou a mãe, que também é enfermeira.
Após um protesto em frente à sede da Unimed, os pais conseguiram uma reunião com dirigentes da cooperativa no último 20 de abril. Na ocasião, foi justificado que a organização passava por reestruturação interna e que em breve a situação seria resolvida. Quase um mês depois, os pais denunciam que o problema piorou.
“O presidente da Unimed disse que se sensibilizava, que era só uma questão interna que eles estavam tentando resolver. Na verdade não é nada disso, eles não nos respondem mais, pelo contrário, a resposta que eles dão é cancelar cada vez mais terapias. Então a gente já entendeu o recado”, denuncia Jessi Dantas, mãe de Lis, de quase três anos.
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Tribuna do Norte



