Campanha promove prevenção do suicídio infantil
O período da infância é facilmente associado a brincadeiras, alegria e ausência de preocupações e responsabilidades. No entanto, com questões
Por Redação Senadinho · Redação
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O período da infância é facilmente associado a brincadeiras, alegria e ausência de preocupações e responsabilidades. No entanto, com questões acerca de mortes de crianças provocadas pelo suicídio, o projeto De Janeiro a Janeiro, promovido pelo Serviço de Psicologia Aplicada (Sepa), divulga, nesta quarta-feira, 28, um vídeo que discute a temática. A ação é vinculada ao projeto de extensão Janeiro Branco na UFRN. O vídeo está disponível nas redes sociais da iniciativa.
A apresentação é realizada por Manuella Bila, mestre em psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPSI), cujo estudo abrange o tema Compreensões fenomenológico-existenciais acerca da experiência do suicídio na infância: “E existe?”. O trabalho foi orientado pela professora Ana Karina Silva Azevedo, também estudiosa na área de prevenção do suicídio.
De acordo com Manuella Bila, a ideia nasceu a partir da atuação no projeto de extensão Acolher. A ação realiza trabalhos com crianças e adolescentes que estão em unidades de acolhimento institucional. Manuella conta que acompanhou crianças que apresentaram comportamento suicida e também suicídio efetivado, além de adultos que buscaram atendimento psicológico e mais tarde reconheceram um sofrimento originado na infância.
No vídeo, Manuella explica que não se deve buscar motivos únicos para entender o suicídio, pois isso significa simplificar um fenômeno complexo. Ela relata que, na pesquisa com crianças, foi possível compreendê-lo como o desvelamento de sofrimentos que revelam a falta de enraizamento, pertencimento e acolhimento no mundo. “As crianças participantes trouxeram em suas narrativas a solidão como marca de um tempo e a dificuldade de serem escutadas”, conta.
Anuska Alencar, coordenadora do projeto, afirma que conhecer os temas por meio dos vídeos pode alertar as pessoas e incentivar a busca pela ajuda ou até a compreensão de problemas. “Já falamos de ansiedade, da influência de práticas meditativas na ansiedade, sobre parâmetros da educação básica e o reflexo na saúde mental de pessoas com déficit cognitivo”, adiciona.
A ação De Janeiro a Janeiro teve início em abril deste ano como uma continuação da campanha Janeiro Branco na UFRN. A iniciativa atua divulgando ações sobre saúde mental e pesquisas desenvolvidas na área por meio de vídeos publicados a cada mês, com a temática escolhida pelos membros do projeto. “Os vídeos trazidos pelo projeto de abril até agora tratam de diversos temas, desde a saúde mental dos estudantes de graduação durante a pandemia a reflexões sobre o teletrabalho”, explica Anuska Alencar.
Agecom/UFRN



