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Carnaval no Estado está indefinido

Os municípios de Apodi, Alexandria e Tibau já decidiram cancelar a realização do Carnaval de 2022. Nos principais polos carnavalescos

Por Redação Senadinho · Redação

3 min de leitura0

Os municípios de Apodi, Alexandria e Tibau já decidiram cancelar a realização do Carnaval de 2022. Nos principais polos carnavalescos do Rio Grande do Norte, o assunto continua indefinido e uma reunião deve ocorrer próxima semana entre as prefeituras e a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap). Até o momento, pelo menos doze capitais já cancelaram seus carnavais de rua, entre elas Recife, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro. Avanço da variante Ômicron e surto de influenza são os principais motivos das decisões.

Em Natal, a realização da festa depende de avaliação do Comitê Científico, que apresentará dados para o prefeito Álvaro Dias. Caicó também avalia o cenário

Segundo dados da plataforma RN+ Vacina, a campanha de vacinação contra a gripe alcançou 83% de seu público alvo no RN, enquanto 73% dos potiguares encontram-se totalmente vacinados contra a covid-19. No entanto, o surto causado pela influenza gerou uma grande procura por atendimento em Unidades Básicas de Saúde e hospitais particulares. Nesta segunda-feira (3), a Sesap também confirmou dois casos da variante Ômicron no estado. Diante desse cenário, a Secretaria confirmou que deve promover uma reunião entre o Comitê de Enfrentamento Covid-19 e prefeituras para tratar sobre o tema do Carnaval.

De acordo com o infectologistas Luiz Alberto Marinho, vivemos uma epidemia causada pela influenza do RN. “Estamos vivenciando um período de grande procura por atendimento nos diversos serviços de saúde, tanto público quanto privado. Trata-se, sem dúvida, de uma crescente de casos. Atualmente, considera-se um surto, uma epidemia de pessoas com síndrome gripal tanto causado pelo coronavírus como pelo vírus da influenza e até por outros vírus respiratórios, mas em especial pelo SARS-CoV-2 e o H3N2. Todos os serviços de Natal e de várias cidades do Brasil estão carregados desses casos de infecção respiratória”, explica.

Para o médico, a atual situação epidemiológica demanda atenção e cuidados redobrados. “Desde o início do mês de dezembro, começamos a identificar vários centros no Brasil já com a variante Ômicron, que tem um poder de transmissão maior do que sua cepa original. Isso faz com que ela comece a predominar em relação a outras variantes como a Delta, por exemplo. O lado positivo dessa variante é que ela tem apresentado casos mais leves, não só no Brasil mas também em países europeus e nos Estados Unidos. Casos que obrigam o paciente a se internar ou ir para a UTI são raros”, pontua.

Desse modo, o infectologista recomenda que a população potiguar mantenha o uso de máscaras e a higienização das mãos com sabão ou álcool em gel, medidas que vão funcionar contra o vírus da covid e ao mesmo tempo contra o da influenza, assim como demais vírus respiratórios. Além disso, reforça que o distanciamento físico acima de 1m entre as pessoas, em especial em ambientes fechados com grande aglomeração, ainda se faz extremamente necessário.

“A expectativa é que, se já não estamos, devemos estar muito próximos da predominância da Ômicron. Talvez isso seja até vantagem porque ela vai contaminar mais rapidamente as pessoas que vão adquirir resistência, além da resistência concedida pelo esquema vacinal que já está bem avançado no Brasil. O grande problema é a possibilidade de surgimento no futuro de outra variante e que as pessoas possam novamente adoecer”, finaliza.

O Ministério Publico do Rio Grande do Norte (MPRN) informou que seu Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Saúde (Caop Saúde) analisará a questão. Também esclareceram que os promotores de justiça da instituição têm autonomia para expedir recomendações nas suas respectivas comarcas, algo que deve ser observado nas próximas semanas.

Confira o planejamento dos municípios.

Tribuna do Norte

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