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Compras online movimentam R$ 11,17 bilhões em nove anos no RN

O Rio Grande do Norte registrou um volume de R$ 11,17 bilhões em compras feitas pela internet entre 2016 e

Por Redação Senadinho · Redação

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O Rio Grande do Norte registrou um volume de R$ 11,17 bilhões em compras feitas pela internet entre 2016 e 2024, de acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com base nos dados da Receita Federal. Desse total, a maior fatia foi para produtos adquiridos no Estado de São Paulo (R$ 3,42 bilhões), seguido por Paraíba (R$ 1,81 bilhão), Pernambuco (R$ 1,41 bilhão) e o próprio RN (R$ 1,37 bilhão). Por outro lado, as empresas locais efetuaram R$ 1,75 bilhão em vendas e-commerce no mesmo período. Ainda de acordo com os dados, as movimentações de compra e venda pela internet dispararam a partir de 2020.

Em relação às compras, o levantamento, que integra a terceira edição do Dashboard de Comércio Eletrônico Nacional, desenvolvido pelo MDIC, as compras eletrônicas feitas pelos potiguares dobraram o volume de recursos injetado em quatro anos, saindo de R$ 1,2 bilhão em 2020 para R$ 2,4 bilhões no ano passado. Já as transações de vendas eletrônicas de empresas potiguares tiveram um crescimento no volume de recursos de 44,2% entre 2020 e 2023, passando de R$ 200,6 milhões para R$ 453,3 milhões. No ano passado, o resultado (R$ 350,7 milhões) sofreu redução de 22,6% em comparação com o ano anterior.

Para Thales Penha, economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o cenário de queda verificado no ano passado pode ser explicado pela mudança no comportamento dos consumidores após o fim da pandemia de Covid-19. “Com o fim da crise sanitária, as pessoas voltaram a circular, então, pode ter havido uma migração na maneira como as pessoas fizeram as compras no ano passado, com maior foco em lojas físicas”, disse o economista.

Sobre a crescente movimentação em compras e vendas no e-commerce nos anos de pandemia e no período anterior a ela, Penha analisa que as mudanças provocadas pelo isolamento social trouxeram alterações nos hábitos de consumo, o que pode ter influenciado esse boom. “No período da crise sanitária, houve uma queda no consumo de serviços como bares e restaurantes, o que facilitou, por outro lado, o consumo de eletroeletrônicos”, disse o professor.

Marcelo Queiroz, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio-RN), pontua que os dados indicam que as empresas estão atentas às mudanças de comportamento dos consumidores. Ainda assim, destaca, as movimentações em lojas físicas seguem representando a maioria absoluta das receitas do comércio potiguar. “As informações do MDIC revelam que o setor está atento e buscando multiplicar seus canais de venda”, disse o presidente da Fecomércio-RN.

“Mas, apesar de significativo em termos de valor, o total acumulado em volume representou apenas 3,7% da receita do comércio varejista potiguar no período, o que demostra a preferência do consumidor local pelo comércio presencial, seja nas ruas, centros comerciais ou shopping centers”, acrescenta Queiroz.

Tribuna do Norte

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