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DIA DOS PAIS

Por Ionara Nunes dos Santos A humanidade, em toda a sua história, sempre valorizou e celebrou sua ancestralidade, pois aqueles

Por Redação Senadinho · Redação

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Por Ionara Nunes dos Santos

A humanidade, em toda a sua história, sempre valorizou e celebrou sua ancestralidade, pois aqueles que vêm antes de nós, inevitavelmente, com erros e acertos, são os responsáveis não apenas pela geração de nossa vida, mas também da nossa formação, educação, futuro. Por essa razão, se comemora no Brasil e, em tantas nações, o Dia dos Pais.

A figura paterna tradicional é de extrema importância na vida de qualquer pessoa, pois ela quando de fato é exercida contribui, junto com a figura materna, para não apenas prover o sustento dos filhos, mas para oferecer proteção, exemplos de vida, autoridade, afeto…mas e quando essa figura paterna está fora dos padrões tradicionais ou sequer existe?

Em recente estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 40% dos lares brasileiros é chefiado por mulheres e nesses lares em apenas 36% existe a figura de um cônjuge, ou seja, hoje em quase metade das casas de todo o Brasil mulheres solteiras são as responsáveis pela chefia, sustento e cuidado com os filhos.

Diante de tal realidade cabe a pergunta: aonde estão os pais dos filhos dessas mulheres? As respostas são vistas no cotidiano, já que se as crianças nasceram não há como negar que esses homens um dia foram presentes, mesmo que por pouco tempo, na vida dessas mulheres, mas que por alguma razão hoje estão ausentes.

O último Censo Escolar realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registrou que 5,5 milhões de crianças não possuem o nome do pai na certidão de nascimento e, mesmo que esse nome conste no documento, não há como garantir que a presença paterna vai existir na vida da criança, pois se assim fosse, todos os anos não se avolumavam os processos nas Varas de Família dos tribunais de todo o país de Ações de Execução de Alimentos por ausência de pagamento de pensão.

A situação é tão séria que nos jargões jurídicos já existe o termo Paternidade Responsável, pois aborda o tema levando em consideração não apenas a figura provedora do pai, mas também a importância dele como ente que participa da vida do filho em todos os seus momentos, como de fato deve ser.

É preciso encarar a realidade de frente e aceitar que embora existam pais que honram o seu papel e vivem a graça da paternidade de forma plena, muitas crianças e adolescentes têm como figura paterna a mãe, um avô, um tio, um padrasto, a avó, dentre outros membros da família e já que hoje os arranjos são tão diversos é preciso que se criem políticas públicas de auxílio a essas pessoas que assumem tão responsavelmente essa missão.

Tampouco há demérito na criação de um filho por uma mulher sozinha, pois no fim das contas de que adianta a presença de um homem que não colabora para a harmonia de um lar, quem em vez de prover a vida do filho de afeto só traz prejuízos de ordem material e emocional?

Todavia, diante de uma realidade tão diversa e complexa, ainda vale muito à pena comemorar e reverenciar os pais que estão e que estiveram presentes na vida de seus filhos e também reverenciar as mães que são pais, os padrastos, os avós, os tios, as mulheres e homens homoafetivos que também são pais e dão todo o suporte e amor para os filhos.

No fim das contas todo mundo tem e quer ter pai e a paternidade deve ser vista como uma graça e um privilégio, pois feliz o homem que pode ser chamado de Pai com toda a grandeza que essa palavra tão pequena representa.

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