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Idosa de 91 anos se inspira em tradição familiar para costurar roupas de bebês e presentear mães em Natal: ‘Me sinto feliz com isso’

Com as próprias mãos munidas de uma agulha, linha após linha, uma idosa de 91 anos produz roupas, luvas e

Por Redação Senadinho · Redação

2 min de leitura0

Com as próprias mãos munidas de uma agulha, linha após linha, uma idosa de 91 anos produz roupas, luvas e sapatinhos para compor enxovais para presentear mães de recém-nascidos em Natal, no Rio Grande do Norte. Um fato, no entanto, chama a atenção: a idosa sequer conhece qualquer dessas pessoas.

As costuras de Beatriz Ferreira são entregues, na grande maioria das vezes, de forma anônima. A ideia é ser uma mãe que ajuda tantas outras mães que precisam de um certo apoio nesse início de caminhada.

Nos últimos anos, ela tem se dedicado a deixar os kits no Hospital Maternidade Januário Cicco, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde há muitas famílias carentes.

O motivo de fazer essa ação ao longo da vida não é nada mais do que apenas ajudar, segundo Beatriz.

“Eu me sinto feliz em fazer isso. Eu tenho prazer. No meu coração não tem espaço para maldade”, contou.

Tradição por gerações

A idosa faz esses enxovais há tantos anos que ela não lembra exatamente quando começou ou quantas peças já produziu. Mas se tem algo que ela não esquece foi de onde herdou essa tradição: da avó Sabina, que era parteira no município de Santo Antônio, no interior do Rio Grande do Norte.

Ao realizar um parto e notar que uma criança não tinha recursos para o enxoval, Sabina botava a mão na massa para ajudar as famílias.

“Se a criança estava em cima da cama pelada, ela tirava uma das saias que tinha pra fazer aquela fraldinha do triângulo”, contou Beatriz, que mantém a tradição da avó.

Beatriz Ferreira tenta criar detalhes, como desenhos e imagens nos bordados, que deixem boa parte das peças feitas com uma marca especial para as mães, sejam aquelas de primeira viagem ou não.

Os grandes enxovais produzidos em décadas passadas se transformaram em kits menores nos últimos anos, o que não deixou de ajudar quem precisa.

“É dar com uma mão para que a outra não veja…não é assim que Deus disse para fazer?”, falou a idosa.

g1 RN

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