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Moraes arquiva pedido do PT para apreender passaporte de Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação contra o deputado federal Eduardo

Por Redação Senadinho · Redação

2 min de leitura0

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que havia sido acusado de articular com parlamentares norte-americanos medidas contra a Corte brasileira.

A decisão foi baseada no parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver elementos suficientes para dar seguimento ao caso.

O que motivou a denúncia?

A ação foi movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelos deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG). Eles alegavam que Eduardo Bolsonaro, desde a posse de Donald Trump como presidente dos EUA em janeiro de 2025, viajou três vezes ao país para tentar aprovar um projeto de lei que “atacaria e constrangeria o STF”. Além disso, a denúncia citava que ele estaria envolvido em sanções contra o Brasil, articuladas com congressistas norte-americanos.

Diante dessas acusações, os denunciantes pediram que fossem impostas medidas cautelares contra Eduardo Bolsonaro, como a proibição de deixar o país e a entrega de seu passaporte.

O que decidiu o STF?

O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido de medidas cautelares e determinou o arquivamento da investigação, seguindo a recomendação da PGR. Segundo o parecer do órgão, não há indícios suficientes para a abertura de um inquérito.

“As apontadas relações mantidas entre o parlamentar requerido e autoridades estrangeiras são insuficientes para configurar a prática das condutas penais previstas”, diz o parecer da PGR. Além disso, o documento afirma que as ações mencionadas “se inserem no âmbito do exercício da atividade parlamentar e estão desacompanhadas de ações concretas que possam indicar intenção delituosa”.

A Procuradoria também considerou que a suposta negociação para a imposição de sanções contra o Brasil não configura crime de atentado à soberania nacional, já que não há evidências de que Bolsonaro tenha promovido atos de guerra contra o país ou tentado invadi-lo com apoio estrangeiro.

g1

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