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Natal tem maior queda do país no preço da cesta básica em julho, diz Dieese

Natal teve a maior redução no preço da cesta básica no mês de julho entre as capitais brasileiras, segundo a

Por Administrador · Redação

2 min de leitura0

Natal tem maior queda do país no preço da cesta básica em julho, diz Dieese
Pacote pacotes café supermercado em Natal Rio Grande do Norte RN — Foto: Divulgação/governo do RN

Natal teve a maior redução no preço da cesta básica no mês de julho entre as capitais brasileiras, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (10) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com o levantamento, o preço do conjunto de alimentos básicos na capital potiguar caiu 7,95% entre junho e julho de 2026. Ao todo, 26 das 27 capitais pesquisadas registraram diminuição no custo dos alimentos – a exceção foi São Luís, com aumento de 0,30%.

Com o recuo, a cesta básica passou a custar R$ 631,51 em Natal, a terceira mais barata do Nordeste. Em junho, ela fechou o semestre custando R$ 686,07.

Na variação acumulada de 12 meses (entre julho de 2025 e julho de 2026), a capital potiguar acumulou deflação de -2,26%, tendo a maior queda do país no período.

Já na variação acumulada ao longo do ano de 2026, a cidade mantém uma alta de 5,75%.

Maiores quedas mensais no país

Entre as 27 capitais analisadas, as reduções mais expressivas em julho ocorreram em:

Natal (-7,95%)
Maceió (-7,87%)
Belo Horizonte (-7,44%)
Palmas (-7,38%)
Rio de Janeiro (-7,12%)

A única capital a registrar alta no mês foi São Luís, com variação de 0,30%.

Em termos de valores absolutos, São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 915,01), seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).

Comportamento dos produtos em Natal

Entre junho e julho de 2026, oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica natalense registraram queda nos preços médios.

A banana manteve-se estável, enquanto três itens apresentaram elevação.

Produtos que ficaram mais baratos:

Tomate (-47,36%)
Óleo de soja (-4,19%)
Café em pó (-2,53%)
Farinha de mandioca (-2,04%)
Manteiga (-2,00%)
Açúcar cristal (-1,62%)
Feijão carioca (-1,60%)
Carne bovina de primeira (-1,23%)

Produtos que subiram de preço:

Leite integral (5,05%)
Arroz agulhinha (2,23%)
Pão francês (0,46%)
A banana foi o único produto que manteve o preço estável entre os meses de junho e julho em Natal.

Jornada de trabalho e salário mínimo necessário

Em julho de 2026, o trabalhador natalense remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou cumprir uma jornada de 85 horas e 43 minutos para adquirir a cesta básica. Em junho, o tempo necessário foi de 93 horas e 7 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, a compra dos alimentos básicos comprometeu 42,12% do rendimento do trabalhador na capital.

Fonte: Portal g1 RN 

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