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“Os restaurantes que não inovam acabam ficando para trás”, diz presidente da Abrasel/RN

Há três anos presidindo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Norte (Abrasel-RN), Paolo Passariello, fez

Por Redação Senadinho · Redação

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Há três anos presidindo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Norte (Abrasel-RN), Paolo Passariello, fez um balanço do setor no ano e apontou projeções para o ano que vem. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, diz que o setor tem dificuldade com mão de obra e insumos no Estado, pontua os reflexos da pandemia, mas se mantém confiante para melhores resultados em 2024. Italiano, nascido em Nápoles, Paolo chegou ao Brasil em agosto de 2012, junto com sua esposa Sonalia, natural de Assu. Foi em Natal que Paolo decidiu entrar de vez na gastronomia e hoje é o responsável pelo restaurante Gennari Culinária Italiana. Confira a entrevista.

Qual é a importância da gastronomia para a economia do Estado?

A importância da gastronomia tem dois fatores diferentes. Um porque a gente como bar e restaurante faz um trabalho social, no sentido de que todas as pessoas resolvem a vida dele dentro de um bar ou restaurante. Outro é o fator econômico, a gente é o maior empregador, tanto do Estado quanto no País. A gente tem um número de funcionários muito alto. Talvez não incida muito na parte de impostos porque a gente não tem uma parte de imposto muito alta, como em outras atividades, mas a parte da mão de obra é gigante. Bar ou restaurante geralmente é a primeira porta de entrada no mercado de trabalho para quem está saindo da escola, ou está estudando. É uma importância que não pode ser desconsiderada.

Em que escala a gastronomia impacta o turismo?
Hoje em dia, as pessoas quando viajam a primeira coisa que pensam é em um roteiro gastronômico. Tem uma fatia de pessoas que faz o turismo religiosos, cultural, mas a maioria acompanha o turismo ligado a gastronomia. Eles chegam já com o roteiro de restaurante, bares, para visitar.

Que balanço o senhor faz de 2023?

A gente teve um ano que pode parecer bom, mas infelizmente não foi. Foi bom de resultado, falando de saída de pandemia, volta às atividades, mas 2023 foi um ano crucial porque a maioria das empresas que contrataram empréstimos na pandemia, começaram a pagar. A nível de faturamento o ano foi bom, mas o resultado baixou muito. Antigamente, antes da pandemia, a gente tinha uma média de resultado, de lucro líquido, entre 12%, 18%, às vezes 20%, hoje a gente chega a 8% a 10%. A alta dos insumos, a inflação que a gente não consegue repassar para o cliente porque a gente não consegue repassar tudo. Além disso, tem imposto atrasado que a gente continua a pagar, empréstimo, dívida bancária.

Fonte: Portal Tribuna do Norte

Confira matéria na íntegra AQUI

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