Pular para o conteúdo
Senadinho
Cidades

Pesquisa sobre o sono e sonho na pandemia entra em seu segundo ano de coleta

Pelo segundo ano seguido, a UFRN participa de um projeto de colaboração em pesquisa internacional para entender o impacto que

Por Redação Senadinho · Redação

2 min de leitura1

Pelo segundo ano seguido, a UFRN participa de um projeto de colaboração em pesquisa internacional para entender o impacto que a pandemia da covid-19 tem sobre o sono. Para isso, qualquer pessoa a partir dos 18 anos está convidada a responder anonimamente às perguntas do questionário, até setembro. A participação de quem respondeu ao questionário do ano passado é encorajada.

Trata-se de uma iniciativa do In­ter­na­tional Covid Sleep Study (ICOSS), criado em 2020 e liderado pela Universidade de Helsinque, na Finlândia. Com a participação de universidades e pesquisadores líderes no campo da Ciência do Sono de mais de 12 países, o estudo visa a entender como a crise sanitária e a própria doença influenciam “o sono, o ritmo circadiano, a fadiga, o funcionamento diurno e a saúde em populações adultas em geral”.

“Tendo-se esse conhecimento, é possível que os profissionais que venham a receber demandas a respeito do sono possam entender o que está potencializando esses possíveis problemas e, portanto, possam atuar com efetividade,” explica o neurocientista, pesquisador do Instituto do Cérebro (ICe), Sérgio Arthuro Mota-Rolim, que coordena o projeto na UFRN.

Os resultados iniciais mostraram que diversos transtornos de sono foram exacerbados de maneira alarmante, relacionando o confinamento social e outros fatores fisiológicos, socioeconômicos e psicológicos a esse aumento. Ao todo, 25 mil pessoas ao redor do mundo responderam ao primeiro questionário, lançado nos primeiros meses da pandemia.

Em seu segundo ano de coleta de dados, o objetivo é construir uma visão mais ampla e completa desses efeitos, observando as mudanças entre 2020 e 2021. Ainda serão analisados os diferentes fatores de saúde e bem-estar associados aos níveis de gravidade da infecção pelo novo coronavírus, incluindo quaisquer sintomas de longo prazo.

Para isso, as perguntas abordam os hábitos de sono do participante, o conteúdo dos seus sonhos e mapeiam o seu histórico de sintomas e transtornos mentais no que diz respeito ao período anterior e durante a pandemia. Aqueles que contraíram a covid-19 são pedidos também para responder sobre as diferenças antes e após a doença.

Rolim explica que o questionário também pode servir como um momento de autoconhecimento a partir da reflexão sobre o próprio sono: “As próprias pessoas tendo esse conhecimento podem vir a se sentir mais aliviadas ao saber que existe um fator concreto influenciando em seu sono, em vez de se sentirem ‘perdidas’ por não saber o motivo”.

No projeto, o neurocientista conta com o apoio das estudantes Tainá Carla Freitas de Macêdo e Mariana Maia, do curso de Psicologia, além da engenheira de produção e analista de dados, Ana Suely Cunha. A equipe publicou um artigo baseado nos dados coletados por meio do questionário original, abordando o maior risco de contrair e ser internado com covid-19 por quem tem apneia do sono. Outros quatro foram submetidos e estão em processo de revisão.

Para mais informações sobre o questionário e a pesquisa como um todo, acesse o portal da ICOSS.

Agecom/UFRN

Compartilhe
Newsletter

As notícias mais importantes do dia, direto no seu e-mail

Ao se inscrever, você concorda com a nossa política de privacidade.

Veja também

Mais de Cidades