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Presidente do Sinsp/RN escreve carta para Lula narrando situação dos servidores do Estado

Companheiro Presidente Lula, inicialmente gostaríamos de saudar o senhor e enfatizar o quanto estamos ansiosos aguardando o seu retorno ao

Por Redação Senadinho · Redação

2 min de leitura0

Companheiro Presidente Lula, inicialmente gostaríamos de saudar o senhor e enfatizar o quanto estamos ansiosos aguardando o seu retorno ao Palácio do Planalto. Escrevo essa carta para contar ao senhor a realidade vivenciada pelos servidores públicos no Estado do Rio Grande do Norte. Atualmente ocupo a presidência do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Direta, tenho orgulho de estar há 37 anos atuando no serviço público estadual, e de ser filiada ao PT desde 1985.

Presidente, aqui no nosso estado, que o senhor visita nos próximos dias, nós servidores públicos estamos há trinta e dois meses sob esta gestão, a primeira de origem popular. Fato que nos deixou muito felizes e ansiosos após a última eleição. Porém, presidente, após todo esse tempo, nós trabalhadores não conseguimos avançar em nenhum ponto da nossa luta por um serviço público melhor a todos. Como não temos progresso no diálogo com a governadora professora Fátima Bezerra, venho aqui, em nome dos servidores públicos do Estado, explicar ao senhor as dificuldades pelo que passamos.

Estamos há quase 12 anos sem reajuste nos nossos salários. De acordo com o DIEESE, nossas perdas já acumulam cerca de 90% nesse tempo, e o governo não se presta nem a repor esses valores, como a Constituição obriga. Presidente Lula, o senhor bem sabe, nesse tempo aumentou tudo: comida, gás, remédios, energia, tudo está mais caro, mas nossos salários não acompanham a inflação, estão menores.

Estamos mais pobres, presidente. Pior que nesse tempo, apesar dos servidores humildes não terem conquistado nenhum avanço, a classe dos altíssimos salários foi beneficiada mais de uma vez. Para o senhor ter uma ideia, no início desse governo a diferença salarial entre os mais carentes e a elite do funcionalismo público do Estado era de 31 vezes. Depois de três anos essa diferença subiu para 36 vezes. Isso quer dizer que enquanto os mais ricos ficaram ainda mais ricos, os mais necessitados seguem na luta, e ainda mais pobres.

Confira na íntegra AQUI

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