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Psicólogo explica como lidar com o luto e respeitar o tempo de cada pessoa

O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é uma data dedicada à memória de pessoas que já morreram. O momento pode intensificar a saudade e despertar diferentes emoções, especialmente entre…

Por Administrador ·

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Psicólogo explica como lidar com o luto e respeitar o tempo de cada pessoa
(Foto: Ilustração/Reprodução)

O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é uma data dedicada à memória de pessoas que já morreram. O momento pode intensificar a saudade e despertar diferentes emoções, especialmente entre aqueles que enfrentam a perda de alguém querido. O psicólogo Daivison Tavares, da Hapvida, explica que respeitar o tempo de cada pessoa passa por atitudes importantes que ajudam a atravessar o processo de luto.

De acordo com o profissional datas comemorativas e socialmente associadas a homenagens, como Natal, Ano-Novo e o próprio Dia de Finados, podem despertar lembranças e sentimentos relacionados à ausência de quem partiu. “Como o Dia de Finados é socialmente entendido como um dia de homenagens aos mortos, ele traz à tona essa rememoração da pessoa falecida. As homenagens, não só no Dia de Finados, são extremamente importantes para o processo de elaboração do luto. É um dia realmente dedicado à homenagem e à saudade”, menciona.

Daivison enfatiza que não existe um tempo certo para viver o luto. “Embora seja uma experiência comum à condição humana, o luto é vivido de maneira particular. Cada pessoa reage à perda de acordo com sua história, seus vínculos afetivos e suas próprias formas de lidar com as emoções”. O psicólogo reforça que é importante lembrar que não existe uma fórmula única para enfrentar esse processo, nem um prazo universal para superá-lo.

Segundo Tavares, respeitar os próprios limites é fundamental para atravessar esse período. Acolher a saudade, reconhecer os sentimentos e compreender que cada pessoa tem seu próprio ritmo são atitudes que podem contribuir para a elaboração da perda.

Para o profissional o sofrimento causado pela perda merece atenção quando começa a comprometer significativamente a rotina e diferentes áreas da vida. “Dificuldades persistentes para retomar as atividades pessoais e profissionais, além de prejuízos nas relações sociais, afetivas e na vida financeira, podem indicar a necessidade de buscar apoio”, explica. 

O psicólogo ressalta que não há um prazo rígido que determine quando o luto deixa de ser esperado e passa a exigir acompanhamento profissional. Mais importante do que estabelecer uma data é observar como o sofrimento afeta a vida cotidiana.

“Quando você percebe que, depois de algum tempo, a vida continua parecida ou igual aos primeiros dias, atrapalhando as atividades pessoais e profissionais, é importante reconhecer que pode ser necessário procurar ajuda”, orienta.

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