Psicólogos orientam como regular o uso do celular entre crianças e adolescentes
Controle de horas, aplicativos de bloqueio e ferramentas de monitoramento. Com as crianças e adolescentes cada vez mais conectados, manter
Por Redação Senadinho · Redação
3 min de leitura3
Controle de horas, aplicativos de bloqueio e ferramentas de monitoramento. Com as crianças e adolescentes cada vez mais conectados, manter o controle dos pequenos e evitar o uso desregrado de internet e redes sociais passou a ser um desafio imenso para pais, mães e tutores. Apesar da responsabilidade e da necessidade do controle, defendida por psicólogos e educadores , os pais ainda têm dificuldades em limitar o acesso às telas dos filhos. Prova disso é uma pesquisa inédita feita pela TIC Kids Online, que aponta que apenas 3 em cada 10 usuários de Internet de 9 a 17 anos têm responsáveis que utilizam recursos para bloquear ou filtrar sites e aplicativos (32%).
Na casa de Raíssa Soriano, 35 anos, a realidade é diferente. Mãe de Paulinho, atualmente com 13 anos, ela vetou o acesso ao smartphone desde cedo, algo que só veio acontecer há pouco mais de um ano, mas com um controle rígido por parte dela e do esposo. A empresária explica que utiliza o aplicativo Google Family, que monitora o uso diário, aplicativos baixados e acessos no celular. “Eu e meu marido tivemos muito cuidado em dar celular para ele. Não queríamos até que ele fizesse 12 anos. Teve todo um acordo com ele. Na turma dele todo mundo já tinha. É difícil demais nadar contra a corrente”, cita.
“Tenho um app que dentro dele eu posso determinar quantas horas ele vai usar por dia e limitar também o uso de aplicativos. Por exemplo: TikTok não quero que ele use, então é bloqueado literalmente. Tem também a hora de dormir: o celular desbloqueia mais ou menos na hora que ele vai para a escola e bloqueia por volta das 22h para ele ter uma boa noite de sono”, explica Raíssa. Limitando o uso a cerca de 4h diárias, Paulinho de vez em quando é beneficiado com horas a mais, com bom comportamento e realização das atividades diárias e escolares. “Tudo depende do comportamento dele: ele vai melhorando, eu libero o Instagram, Youtube, com 2h diárias. Tento limitar mais as redes sociais”, acrescenta.
Segundo a psicóloga Flávia Alves da Silva, presidente do Conselho Regional de Psicologia do RN (CRP-RN), é importante que o uso de telas por parte das crianças seja monitorado e regrado por parte dos pais. “Sobre a conscientização desse público, crianças e adolescentes só fazem uso de telas porque os adultos permitem. Então se elas são apresentados muito cedo às telas, elas se acostumam com aquilo. É importante que o tempo para esse uso seja monitorado e seja reduzido, precisa ter um tempo limite. É importante que tenha supervisão para saber quais atividades aquela criança está realizando nas telas, se aquilo é perigoso, se tem retorno positivo para elas”, explica.
Para Débora Sampaio, mestre em psicologia da adolescência, especialista em dependência tecnológica e terapeuta de famílias, a chegada e disseminação dos smartphones na sociedade trata-se de uma “reconfiguração da infância e da adolescência” em função do uso exagerado de dispositivos eletrônicos.
“A infância do brincar passou a ser a infância do celular e os adolescentes estão apresentando vários vícios digitais (redes sociais, apostas online, porno-grafia e jogos). Crianças e adolescentes são vulneráveis e ainda estão em processo de desenvolvimento físico, emocional, social e o uso desmedido da internet e das redes sociais traz riscos e impactos em todas essas esferas”, avalia Débora Sampaio.
Entre os riscos, questões como distúrbios no sono, problemas de visão, sedentarismo, ansiedade, irritabilidade, isolamento social, solidão, angústia, dificuldade de foco e concentração e dependência são alguns dos perigos do uso desregrado. Além disso, o universo online apresenta ainda outros riscos como cyberbullying, conteúdos adultos, predadores sexuais, abuso e estupro virtual.
Fonte: Portal Tribuna do Norte
Confira na íntegra AQUI



