Seturn planeja reduzir a frota de ônibus de Natal em 10%
O Sindicato das Empresas dos Transportes Urbanos (Seturn) planeja diminuir a frota de ônibus de Natal em 10%. A entidade
Por Redação Senadinho · Redação
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O Sindicato das Empresas dos Transportes Urbanos (Seturn) planeja diminuir a frota de ônibus de Natal em 10%. A entidade sindical afirma que o último aumento de 24,9% no preço do óleo diesel, anunciado na última sexta-feira (11) pela Petrobras, inviabiliza a operação das linhas do transporte público urbano na capital. Antes da pandemia de covid-19, a cidade tinha 577 ônibus em circulação. Hoje, o número é de 396 veículos e pode cair para menos de 360 com a diminuição. Os empresários querem uma reunião com o prefeito Álvaro Dias para discutir o assunto.
Segundo os empresários, a medida é a única solução viável a curto prazo para manter o funcionamento do serviço. O Seturn argumenta que os custos com combustíveis estão “praticamente equiparados” às despesas com folha de pagamento. Na segunda-feira (14), representantes do Seturn e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU/Natal) discutiram possíveis resoluções para o problema, mas não chegaram a um denominador comum. Na mesa, foram colocadas outras duas alternativas, que logo foram descartadas: aumento da tarifa e subsídio por parte da prefeitura.
De acordo com o consultor técnico do Seturn, Nilson Queiroga, o aumento da tarifa foi descartado porque a manutenção do preço da passagem foi uma das condições estabelecidas pela governadora Fátima Bezerra (PT) para renovar a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel, que beneficia o setor. O ICMS do diesel foi zerado em abril de 2021 e assim permanecerá até 31 de dezembro de 2022, conforme decreto estadual. A outra possibilidade seria um subsídio para as empresas. Em outras palavras, a medida funcionaria como pagamento de parte do valor do bilhete pelo Município para que o passageiro não arcasse com o aumento.
Queiroga afirma que as duas medidas foram desconsideradas e, portanto, caso não haja entendimento entre Seturn e Prefeitura, a única saída deverá ser a diminuição da quilometragem da frota. “Só resta essa opção, que é a redução dos custos das empresas. Isso se faz reduzindo quilometragem, reduzindo consumo de diesel e isso só se faz reduzindo viagens, linhas e operação. Não tem milagre. Proporcional ao que aumentou na despesa. Então, vamos reduzir X quilômetros representar tantos litros de diesel que vai dar uma economia, fazendo a diferença”, explica.
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Tribuna do Norte



