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Trens em Natal têm problemas de atraso e superlotações

O que era uma alternativa de transporte para a população de Natal passou a se tornar um problema. Usuários dos

Por Redação Senadinho

3 min de leitura

O que era uma alternativa de transporte para a população de Natal passou a se tornar um problema. Usuários dos Veículos Leve sobre Trilhos (VLTs) disponibilizadas pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) enfrentam atrasos e suspensões de linhas e superlotações, que dificultam o percurso de ida e volta.

No setor de acesso, o semblante dos usuários transparece cansaço, impaciência e estresse. Entre a multidão, muitos optaram pelos trens para fugir do trânsito turbulento em avenidas de Natal e fizeram destes uma opção frequente de transporte. Porém, após os ataques criminosos contra ônibus e outros veículos, além das obras de revitalização que ocorrem na avenida Felizardo Moura, os trens passaram a ser cada vez mais requisitados e exigidos. O resultado é um cenário problemático nas plataformas e interior dos veículos.

O analista de marketing Márcio Souza relatou as suas dificuldades no serviço ferroviário. De segunda a sexta, Márcio (que mora no bairro de Nova Natal, localizado na zona Norte da cidade) utiliza o transporte para chegar até o seu local de trabalho por ser um meio mais rápido de locomoção.

Porém, ele relata que, após a onda de crimes que atingiram o RN em março deste ano, os horários do transporte não voltaram totalmente ao normal, e atrasos tem sido recorrentes. “Muitos dias fui para a estação do nova natal (uma das mais lotadas) e eles só avisavam quando já estava atrasado e com o pessoal esperando. existe uma falta de responsabilidade na comunicação para a programação dos trabalhadores”, relatou.
O analista também relatou que enviou reclamações ao perfil oficial da empresa pública nas redes sociais, mas não obteve resposta. Quando houve informações sobre o funcionamento das linhas nas redes, elas não são transmitidas por funcionários no local. “Nenhum horário da manhã passou e eles só comunicaram no Instagram que não ia ter apenas o primeiro horário”, disse.

O atual cenário também possui outras problemáticas. Segundo Márcio, a climatização dos VLTs está precárias. Com isso, muitas pessoas sofrem com o calor. “Tem dias que fica impossível e o VLT não tem como abrir janela como nos trens antigos.

Entre aqueles que são prejudicados pela atual situação da organização das linhas ferroviárias, o encanador autônomo Adriano Santos relatou que veio da zona Norte de Natal para o bairro da Ribeira para realizar um serviço de encanamento, mas foi dispensado após chegar tarde na residência onde realizaria o conserto. “Por causa do atraso do trem, o patrão me dispensou. Patrão não espera”.

O encanador desabafou e pediu melhorias para o serviço ferroviário.”A gente espera um trem no horário e não passa. Quando passa, passa lotado com uns empurrando outros, discutindo com outros. Isso está errado. A gente precisa de mais trens e que eles passem no horáio certo”.

Com a superlotação, o receio de contrair doenças contagiosas cresce entre as pessoas. Adriano relatou que adoecer por causa da aglomeração. “Se que não há covid dentro dele (VLT), com todo mundo pertinho do outro não? só falta beijar quem está perto”, disse.

Procurada pela Tribuna do Norte, a CBTU se pronunciou sobre o caso. De acordo com a empresa pública, a desorganização nos horários e na manutenção dos equipamentos que afetam os serviços ferroviários ocorrem por causa do descaso de antigos gestões. Ainda segundo a CBTU, o novo superintendente da e trens urbanos de Natal, João Maria Cavalcanti, solicitou à área técnica um estudo para a elaboração de uma nova grade horária, com intervalos diários exclusivos para a manutenção de cada composição de VLT.

Fonte: Tribuna do Norte

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