(Re) início

Me expressar por meio do texto escrito sempre foi um porto-seguro. Não apenas enquanto jornalista cuja formação foi encaminhada para o impresso. Mas também na minha vida pessoal. Quando preciso ser compreendida, quando preciso deixar inconteste e sem margem para interpretações o que sinto ou estou pensando, é escrevendo que comunico. É aqui que me sinto em casa. As palavras não perdem o tom ou, melhor, ganham o tom exato que pretendo, sem o calor da discussão cara-a-cara. Com paixão, sim. Sempre. Porém com o mínimo ruído possível. Cada palavra no seu devido lugar.
Esse é então um reinício. Por vários motivos. Reinício em um projeto para escrever o que penso, sobre variados temas da vida de uma mulher, feminista, progressista, casada, mãe de três, contando 42 anos, jornalista, pós-graduada em direito eleitoral e estudante de direito quaaase concluindo o curso. Porque somos a soma de nossas experiências. Do que vivemos, vemos, ouvimos, lemos. Reinício também de uma macaibense de coração e com título concedido pela Câmara Municipal que retorna à casa, voltando a morar nessa cidade que acolheu a mim e minha família quando eu tinha 2 anos. Cidade na qual construí minha própria família.
E como o fim do ano se aproxima para abrir as portas de um novo (mais um reinício), convido você, leitor, a refletir comigo. O que move você? O que faz você sonhar? Começo, pois, a responder o que me move e o que me faz sonhar. Ver um mundo melhor, mais justo e equitativo entre mulheres e homens, pretos e brancos, pessoas LGBTQIA+ e héteros, com menos desigualdades sociais me move a ter a humildade de me colocar no lugar de quem pouco sabe e tem muito a aprender, a ler e estudar em busca de ser uma pessoa melhor para ser peça chave na construção de um mundo igualmente melhor.
Meu sonho é ser a diferença no mundo, a começar pelas pessoas que estão ao meu redor, irradiando o meu melhor (que enorme desafio!!), buscando impactar positivamente suas vidas. Somos seres conectados, e não falo de internet. Falo na perspectiva de que aquilo que emano de positivo em pensamentos e ações para o mundo vão reverberar em mim também. Se você não crê em Deus ou em alguma energia superior, pense na perspectiva sociológica. Não existirá uma rua, um bairro, uma cidade, um estado, um país, um mundo bom e equilibrado, enquanto assim não seja para a maioria. A conta não fecha.
Vamos ser a diferença?
Obrigada ao Senadinho de Macaíba pelo espaço. Uma vez por semana nos encontraremos por aqui. Obrigada por estar comigo nesse (re)início.
Flávia Urbano

