RESPOSTA AO BLOG AÇÃO POPULAR

No dia 22 de dezembro do corrente ano, o Blog Ação Popular publicou uma matéria no qual citam o meu nome, e postam um vídeo no momento que estou dançando com o Prefeito Emídio Júnior. Só pra ressaltar amo dançar, inclusive pratiquei dança de salão por uma ano, com o professor Paulo na Casa da Cultura. E quem me conhece sabe que não recuso uma dança pra NINGUÉM, desde que dance com respeito. Afinal, a vida não pode ser somente trabalho, precisamos de uma pausa para descontrair, cada um faz do seu tempo livre o que bem quer, uns bebem, namoram, outros pedalam, corre, vai à praia, ao cinema, viajam e por ai vai. Dançar é cultural, faz bem ao corpo e a alma.
Domingo à noite, dia 26, estava eu em casa bem deitada assistindo uma série, quando minha mãe, que é muito antenada nos grupos de whatsapp me enviou o link da matéria perguntando o que queria dizer o texto, minha mãe é simples, não entende muito de política, mas quando tem alguma dúvida me pergunta e tento responder de forma que ela compreenda, assim fiz. Mas depois fiquei refletindo e resolvi falar sobre a matéria. já vou avisando, o texto é longo, é por isso que evito escrever, porque falo demais.
Sou Formada em Pedagogia, Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Mestranda em Educação, professora há 15 anos, porém efetiva no município desde 2011, sempre exerci meu trabalho com responsabilidade, de forma assídua e pontual, nunca fui de enrolar no trabalho nem muito menos de viver empurrando atestados, basta investigar as escolas por onde trabalhei. Atualmente estou lotada na secretária de Educação, como Coordenadora do setor de Gestão Escolar, e trabalho muito viu, não ganho meu dinheiro com “a cara”, procuro desenvolver a parte que me compete com excelência, dando o meu melhor, e no dia que eu sair, sairei com o sentimento de dever cumprido, de que fiz o meu melhor, dentro do meu limite.
Vamos falar sobre esse trecho da matéria “Os professores Silva Júnior e Fernanda Mangabeira eram a certo tempo, nas gestões de Fernando Cunha e Marília Dias, grandes lutadores dos direitos dos trabalhadores da educação e agora fazem parte da gestão Emídio Júnior, infelizmente quem dançou foram os profissionais da educação”. É do conhecimento de muitos que representei a categoria dos trabalhadores da Educação através do SINTE durante 04 anos, e sempre lutei e defendi os nossos direitos, me afastei porque coloquei meu nome a disposição para ser candidata à vereadora. Vinheram os primeiros entraves na escolha do partido, no inicio me filiei ao PT, porque acredito, (não deixei de acreditar) que é um partido de luta, de Resistencia que representa as minorias. Mas devido a questões pontuais sobre a nominata, se sairia ou não, recebi convite de outros partidos, mas aceitei o convite do vereador Denilson Gadelha, para fazer parte do Cidadania, e fui muito bem acolhida. Quem mudou de partido foi à pessoa da Fernanda por inteiro, tudo o que eu vivi, aprendi, vieram junto comigo, não se apaga uma história. Essa questão de partido de direita ou de esquerda, pra mim não define quem é bom ou ruim. Porque gente boa e gente ruim têm em todos os lugares, em todas as posições sociais, instituições, inclusive dentro dos templos religiosos. Imaginem, hoje estou no partido A, eu presto, sirvo. Amanhã estou no partido B, então não valho, mas nada. Então pra mim essa pessoa tem dupla personalidade e muitas máscaras para alternar a todo tempo. Existem características que são nossas, não mudam com o tempo e nem o ambiente, diria que algumas podem ser ajustadas, não mudadas.
Desde o dia que optei fazer parte do Cidadania e apoiar o atual prefeito, fui criticada e excluída por muitos que em outro momento diziam ser “companheiros”, e que deixaram a politica falar mais alto. Não tenho mágoa de nenhum, cada um dá o que tem, mostra o que é de verdade. Porque eu, só tenho uma cara, não tenho outra. Fiz parte do processo eleitoral, queria muito conhecer como funcionava tudo, aprendi bastante. Participei de todas as etapas, sem nenhuma bagagem ou conhecimento prévio desse mundo politico, valeu demais a experiência. Entrei e sai de forma íntegra, sem dever um real a ninguém, nem iludi e nem prometi o que eu não poderia honrar. Não aprendi a arte do engano, porque nem a minha cara disfarça, quando não eu não gosto de algo. Mas algumas pessoas queriam que eu desse a elas a garantia do emprego, o dinheiro do voto, e eu não lhes pude oferecer nada disso. Ao ponto de eu chegar pra um eleitor e perguntar: você quer que eu minta pra você? É isso?
Cada um pode fazer a diferença do lugar onde está. Não tenho do que me envergonhar. Continuo afirmando, tudo que temos hoje, os direitos conquistados vieram com muita luta, enfrentamento. Governo nenhum concedeu direitos de mão beijada. Nunca foi fácil e nunca será. É preciso que as conversas, as falas de revolta, saiam das quatro paredes e ocupem as ruas, outros espaços, tem pessoas que precisam colocar a cara no sol, sair da área de conforto, parar de apontar o dedo para o colega, começar a fazer sua parte na história, deixar de se esconder e fazer algo que preste, com respaldo e propriedade do que fala. Quando sai um, dois tem que ocupar o espaço e continuar a jornada. Só lamentar não resolve nada, levanta, sacode a poeira e segue! Às vezes fico me perguntando como tem pessoas que só reclamam, mas não dão um passo para mudar a situação, e antes de vim falar de mim, façam quatro coisas: se avalie, se lembre em quem você votou, pergunte-se a si mesmo porque você votou em determinado vereador (a), e se você tem moral para cobrar algo dele.
Sou independente, dona de mim, das minhas vontades, lutei muito para ser a mulher que sou, e ainda não nasceu essa pessoa para “por rédeas” na minha vida, e dizer o que eu tenho que fazer. Uma dica, vão ser feliz, amar e cuidar cada um da sua própria vida. E dancem! Dancem bastante, se não souber, procure aprender, faz um bem danado. Um abraço e fiquem com Deus
Fernanda Patricia

