Com taxa de transmissão elevada, Covid-19 avança no interior potiguar
A Covid-19 se consolidou entre os municípios das regiões Oeste e Central do Rio Grande do Norte. Dados do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) mostram que em 77 cidades potiguares a taxa de contágio (Rt) brasileira está acima de 2, o que significa crescimento descontrolado da infecção. A taxa indica para quantas pessoas em média cada infectado pela Covid-19 transmite o patógeno.
Do total de cidades com o Rt acima de 2, segundo o levantamento, um total de 44 têm a taxa estabelecida em 5 ou acima disso. A pior cidade neste quesito – e que lidera o ranking desde julho – é a cidade de Rafael Godeiro, na região Oeste. O município tem uma taxa de 6,13. Isso significa que o individuo contaminado na cidade pode transmitir o vírus para mais de 6 de pessoas saudáveis.
As 77 cidades com o Rt acima de 2, de acordo com o Lais, estão dentro dos critérios de “Zona de Perigo”. Natal não faz parte desta lista. A capital potiguar tem a taxa de transmissibilidade estima em 1. Desta forma, o município está dentro da “Zona Segura”. Entretanto, a maior parte dos municípios que compõem a Região Metropolitana tem taxa de transmissão acima de 1.
Os destaques negativos da Região Metropolitana são os municípios de São Gonçalo do Amarante, cuja taxa é de 5, ou seja, uma pessoa contaminada transmite para outras 5 pessoas. Outra cidade com Rt elevado é São José de Mipibu que também tem taxa de 5.
No entanto, de acordo com o estudo, os municípios que compõem a região do Alto Oeste estão quase todos incluídos nas áreas de risco ou de perigo. A única exceção é o município de São Miguel, que tem Rt 0,88.
Na região do Seridó, o município de Caico, que já registra aumento na incidência de infecções, a taxa de transmissibilidade chega a 1.63. Em Santa Cruz, na região Trairi, a transmissibilidade é de 1.08. Em Mossoró, atinge 1.25. As três cidades estão na Zona de Risco, quando o Rt está acima de 1,03. Isso implica que não há controle no avanço da infecção. Em contrapartida, a cidade com a menor taxa de transmissibilidade do Estado é São Tomé, na região Agreste, que tem o Rt de 0,36. O número surpreende, pois a cidade é cercada por municípios que estão na Zona de Perigo, como Caiçara do Rio do Vento e Ruy Barbosa que têm o Rt acima de 4.
A taxa é uma das maneiras de medir a propagação de uma epidemia e de projetar futuros cenários. O temor é de uma aceleração nos número de casos confirmados em todo o Estado. “A pandemia não passou. Por isso fazemos mais uma vez o chamamento para todos mantermos as medidas de precaução. Não é hora de relaxar. As medidas protetivas precisam ser mantidas pela população, pelos empresários e pelos municípios. O Governo continua disponível para apoiar as prefeituras nas ações locais de proteção e assistência à população”, afirmou Alessandra Luchesi, Subcoordenadora de vigilância sanitária da Secretaria de Estado da Saúde Pública.
Do Agora RN
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