Centenário de Manoel Firmino ex prefeito de Macaíba

A Academia Macaibense de Letras parabeniza o nosso decano, Manoel Firmino de Medeiros, pelo seu centenário de nascimento. Rogamos a Nossa Senhora da Conceição, nossa Mãe e Padroeira, que o proteja. Irmanamo-nos à homenagem prestada pelo Acadêmico Hailton Mangabeira que, especialmente, para as comemorações do seu centenário de nascimento, escreveu a biografia de Manoel Firmino.
O Professor Manoel Firmino de Medeiros nasceu no dia 24 de novembro de 1920. Em Macaíba, foi comerciante e professor de gerações, destacando-se no então Colégio Agrícola de Jundiaí, onde deixou indelével lembrança na mente de seus inúmeros discípulos, todos eles elogiando abertamente as qualidades notórias do mestre: saber vasto, clareza perfeita d’ideias, eloquência natural no expô-las, animada pela íntima convicção.
Desempenhou os mandatos de vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Macaíba, cargo que acumulava com o de vice-prefeito, na primeira gestão Mônica Nóbrega Dantas, e, por fim, prefeito de Macaíba, cuja administração é, até hoje, modelo de retidão e operosidade.

Como prefeito de Macaíba criou a bandeira e o brasão municipal, inaugurou o abastecimento de água e a energia elétrica em Macaíba, além do Fórum Municipal Ministro Tavares de Lyra. Adquiriu os terrenos para construção do conjunto do SESC, primeiro conjunto habitacional da cidade e para o que hoje é o Alfredo Mesquita. Pelo interior, construiu escolas em Capoeiras, As Marias e Betúlia. Levou eletricidade para o Distrito de Cana Brava, além de outros melhoramentos pelos diversos povoados.
Atualmente, continua suas atividades como escritor, sendo um dos mais assíduos membros da nossa Academia de Letras. Possui um livro de memórias intitulado: Manoel Firmino de Medeiros, uma viva trajetória de vida, fundamental para entendermos a cidade de Macaíba dos anos 1960 e a trajetória de vida do autor.
Manoel Firmino de Medeiros permanece amando Macaíba dedicando-se a ela, no pensamento e na ação. Junto com as virtudes cívicas, mostra-nos seu exemplo as culminâncias a que pode conduzir, em qualquer tempo, a cultura clássica e humanística, reforçada pela vontade constante e perpétua de bem fazer.
Anderson Tavares de Lyra
Presidente da Academia Macaibense de Letras
