quarta-feira, julho 8, 2026
Rio Grande do Norte

Energias renováveis impulsionam empregos no Rio Grande do Norte

Foto: Alex Régis

Líder em produção de energia eólica e em constante avanço na distribuição de energia solar, o Rio Grande do Norte tem registrado crescimento em postos de trabalho no segmento de energias renováveis, ano após ano. Em 2022, segundo dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN), o RN pode gerar pelo menos 4.287 mil empregos no setor de energia eólica (parques) e solar (energia centralizada) nos projetos contratados para 2022. Só na energia fotovoltaica distribuída, em residências, condomínios, já são 4,5 mil empregos gerados em cerca de 450 empresas no RN, segundo a Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER-RN). O “boom” de investimentos, aliado a uma nova oportunidade no mercado de trabalho e boa remuneração, que pode chegar ao triplo do que paga o restante da indústria, atrai vários potiguares a se qualificarem e ingressarem nesses serviços.

Segundo dados de pesquisas internacionais e informações do setor, a indústria de energia renovável no Brasil possui uma média salarial de R$ 6 mil, isso incluindo todos os profissionais envolvidos, de cargos operacionais a postos de gestão. Em outras indústrias, por exemplo, essa média é de R$ 2 mil. O leque de oportunidades atrai potiguares de diversas qualificações a migrarem ou ingressarem no segmento. Em se tratando especificamente do setor de energia eólica, há momentos diferentes de funcionamento, desde a construção e montagem à operação e manutenção, o que diferencia a mão de obra.

“O perfil do profissional é totalmente diferente nesses dois momentos. Durante a montagem, são profissionais com perfil da construção civil, engenharia mecânica, montagem, soldadores, operação de grandes máquinas. Na manutenção, se vê profissionais voltados às tecnologias, como eletrotécnica, instrumentação e controle, engenheiros eletricistas. Quando aprofundamos mais, divide-se isso em profissionais de nível médio, técnicos, pessoas realmente com a mão na massa”, explica o diretor do Centro de Tecnologias do Gás e Energias Renováveis (CTGAS-ER), do Senai-RN, Rodrigo Mello.

Tribuna do Norte

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