quinta-feira, abril 30, 2026
Saúde

Hipertensão arterial também atinge crianças

Foto: Reprodução

A hipertensão é uma doença silenciosa que, de acordo com o Ministério da Saúde, mata 300 mil pessoas no Brasil por ano. O problema atinge cerca de 32% dos brasileiros com mais de 18 anos, mas também pode chegar às crianças – principalmente, pelo aumento global da obesidade infantil. Tanto para adultos quanto para crianças, o compromisso é ampliar o número de diagnósticos precoces, rastrear fatores de risco, conscientizar os pacientes sobre hábitos saudáveis, e orientá-los a adotar um estilo de vida que tenha como base uma alimentação equilibrada.

A puberdade é o período da vida em que a hipertensão pode se manifestar da forma mais precoce. Contudo, os indícios podem vir antes. A cardiologista pediátrica Mayra Moreira diz que a hipertensão arterial do tipo primária pode se manisfestar por volta dos seis anos de idade. “Ela é a hipertensão essencial, a causa mais comum. Já a secundária, resultado de cardiopatias congênitas e doenças renais, podem se manifestar desde o nascimento”.

No caso da hipertensão primária, segundo Mayra, os principais fatores de risco para a criança são: sobrepeso, obesidade, a falta da prática de atividade física associado ao tempo prolongado de tela, hábitos alimentares não saudáveis, e antecedentes familiares para hipertensão. “Mas não há dúvida que o principal fator é a obesidade”, enfatiza.

O diagnóstico de hipertensão em um criança deve despertar os mesmos cuidados que a um adulto, apesar de suas particularidades. “A criança apresenta peculiaridades do ponto de vista da gênese da hipertensão, diferentemente do adulto. Logo, o acompanhamento com o cardiologista pediátrico é essencial para estabelecer os cuidados específicos para cada criança”, afirma.

A questão dos sintomas nas crianças também se manifesta de forma peculiar. “A hipertensão na criança costuma ser assintomática, exceto pela pressão arterial elevada ao exame físico. Diante disso, a pressão arterial dever ser monitorada anualmente, a partir dos três anos de idade. Isso ressalta a importância da consulta com o cardiologista pediátrica para prevenção e monitoramento adequado da pressão arterial”, ressalta.

A cardiologista também alerta que medir a pressão da arterial da criança envolve aparelho específico para cada faixa etária. “Aferir a pressão da criança com aparelhos de adultos e digitais não é adequado e pode induzir ao erro diagnóstico”, diz. Mayra ressalta que a hipertensão arterial essencial na criança é um diagnóstico de exclusão.

“O cardiologista pediátrico precisa excluir outros diagnósticos para então determinar a gênese da hipertensão. O tratamento medicamentoso se restringe a alguns casos. Normalmente iniciamos o tratamento com orientações sobre o estilo de vida, dieta, peso corporal e exercícios físicos”, explica.

A endocrinologista Taísa Macedo ressalta que a obesidade ainda é o fator que torna a criança mais vulnerável ao desenvolvimento da hipertensão. “A obesidade é o maior fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão na criança. Nas últimas décadas, estima-se que a taxa de diagnóstico de hipertensão arterial tenha dobrado. A pressão arterial de uma criança deve ser medida a partir de três anos de idade. A ocorrência maior é a partir da puberdade”, diz.

Fonte: Tribuna do Norte 

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