segunda-feira, abril 27, 2026
Rio Grande do Norte

Walfredo Gurgel atende mais de 700 vítimas de acidentes de moto por mês

Foto: Dayvissom Melo/Reprodução

O Hospital Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel atendeu em março deste ano 765 pessoas vítimas de acidente de moto. Esse número é o recorde registrado desde que a unidade começou a implantar um monitoramento mais preciso para este tipo de ocorrência.

Este número, dividido pela quantidade de dias do mês, resulta em quase 24 atendimentos diários. É como se a cada hora, todos os dias, uma pessoa vítima de acidente de moto fosse levada à porta da unidade necessitando de socorro.

Esse dado já demonstra como o problema é grave. Mas há um outro que revela quão pior a situação está: a média mensal em 2023 foi de 700 atendimentos para pessoas vítimas de acidente de moto.

Ou seja, um ano inteiro, todos os dias, de hora em hora, uma pessoa acidentada de moto chegando no Walfredo Gurgel. Em 2020, essa média foi de 626 atendimentos por mês. Em 2021, 598. Em 2022, 635. Essa série indica que nos últimos três anos houve crescimento de 11,82% (2020 para 2023).

Somente em fevereiro e março deste ano foram 1.420 atendimentos do tipo. Em fevereiro e março de 2023, o número foi de 1.190. A diferença representa um crescimento de 19,3%. Além de tudo isso, há uma outra preocupação: a média não para de crescer e está em 710.

Atualmente, os pacientes vítimas de acidentes de moto “são a principal causa de internação no hospital”. A maioria dessas vítimas é atendida com fratura na perna ou tornozelo; fratura no antebraço ou traumatismo intracraniano.

Quem tem se debruçado sobre esses números é o Núcleo de Acesso à Qualidade Hospitalar (NAQH). O coordenador do setor, Denis Job, explica que a quantidade de pessoas vítimas de acidente de moto e o crescimento desses números se tornaram uma grande preocupação.

“O Walfredo Gurgel vem alertando para este problema há vários anos e começamos a implantar um monitoramento mais detalhado nos últimos três anos”, explica. Segundo ele, as ações visando a redução desses acidentes não surtiram o efeito desejado.

“Nas discussões com o Programa Vida no Trânsito (PVT) – do qual fazemos parte – percebemos que as ações educativas e outras já implantadas não surgiram o efeito desejado e que a falta de uma fiscalização mais efetiva talvez contribua para o quadro”, afirma.

O PVT é um programa federal para reduzir lesões e mortes no trânsito. O programa foi lançado em 2010 e coordenado pelo Ministério da Saúde, em cooperação com a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS).

Denis Job explica que não há como afirmar comprovadamente que o crescimento no número de acidentes de moto e – consequentemente – o de atendimentos, tenha relação com o aumento no uso desses veículos para entregas e transporte, mas acredita que haja relação entre esses fatores.

Atualmente, o Rio Grande do Norte possui uma frota de 526.735 motocicletas e 82.458 motonetas. Somadas, essas frotas representam um total de 609.193. Há 10 anos, esses dois tipos de veículos somavam 415.432 unidades. Em uma década, o crescimento foi de 46,65%.

Fonte: Portal NOVO Notícias

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