quinta-feira, junho 25, 2026
Brasil

Potiguares que moram no RS sofrem com enchentes

Foto: GUSTAVO MANSUR/PALáCIO PIRATINI

O Rio Grande do Sul enfrenta o pior desastre climático de sua história devido às últimas chuvas. A Defesa Civil do Estado contabilizou, nesta segunda-feira (7), 95 mortes e 131 desaparecidos em decorrência das enchentes. O governo federal reconheceu calamidade pública em 336 dos 497 municípios do RS. Entidades de todo o país têm mobilizado a sociedade para arrecadar doações às vítimas. Potiguares que estavam no estado gaúcho também foram afetados pela chuva.

O potiguar Elikson Medeiros, sua esposa Vitória Lisboa e as duas filhas bebês tiveram que deixar sua casa, na cidade de Canoas, para fugir da enchente. O casal está abrigado na casa da mãe de Vitória, em uma parte mais alta e segura, na mesma cidade.

Elikson afirma que não imaginava que a água pudesse ter avançado tanto, já que seu bairro se localiza distante do rio Guaíba. Mesmo assim, ficou monitorando a situação. “A Vitória saiu por volta das 19h de casa, quando houve a notícia da quebra de um dique no bairro vizinho, e eu fiquei para acompanhar a subida das águas, se realmente teria avançado, e também para evitar o saqueamento, o que já estava acontecendo em outros bairros. Só que a água subiu muito rápido”, diz.

Ele conta que por volta das 3 horas da madrugada de sábado teve que deixar a residência com a água já na altura dos joelhos. “Só deu tempo de pegarmos documentos e uma muda de roupas. O restante tudo ficou”, afirma. Imagens que chegaram ao casal posteriormente mostram a água já no teto da casa.

O potiguar, natural de Macaíba, que vive há três anos no Rio Grande do Sul, afirma que nunca imaginou passar por isso. “Canoas hoje vive uma realidade muito difícil. A cidade está sitiada. Nós estamos em racionamento de água, temos muita dificuldade de acesso a outras regiões da cidade, 80 mil famílias estão desabrigadas, inclusive a nossa”.

“Como meus familiares residem no mesmo bairro que nós, todos perderam tudo, então não tem como a gente contar com a ajuda dos nossos amigos e familiares porque todos estão na mesma situação”, conta Vitória.

Em seu perfil nas redes sociais, Vitória compartilhou uma chave PIX para quem quiser fazer doações para o casal. “Todo mundo vai começar do zero aqui, então precisamos de ajuda externa”. A casa do casal é feita de madeira e, por isso, Vitória acredita que possivelmente ela terá que ser reconstruída. A chave para doar é: 51 982099658.

O produtor cultural Marcílio Amorim publicou em suas redes sociais o que presenciou da situação da cidade de Porto Alegre. Marcílio tenta voltar para Natal, já que seu voo foi cancelado e o aeroporto da capital gaúcha está fechado por tempo indeterminado. O produtor tenta chegar de carro a Florianópolis, Santa Catarina, para então pegar um voo para o RN.

Em sua conta no Instagram, Marcílio relata que Porto Alegre está um caos e que estava começando a ver casos de violência e correria entre a população. O produtor comenta que a insatisfação com o governo do estado do Rio Grande do Sul tem sido recorrente e aconselha doações para entidades que façam arrecadação e doem diretamente para a comunidade.

Fonte: Portal Tribuna do Norte 

Confira na íntegra AQUI

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