sábado, maio 9, 2026
Rio Grande do Norte

Sucata musical: mecânico natalense transforma “lixo” em instrumentos


Foto: Magnus Nascimento/Divulgação 

O que para muitos seria sucata ou objeto de descarte, para Glauco é fonte de criatividade. Ao transformar o lixo em arte, o mecânico resgata o potencial do material, agregando novo valor para o que seria perdido. Aliando ao seu amor pela música, Glauco pôde, através da sua criatividade, realizar seu sonho de infância de aprender a tocar bateria, com o instrumento que ele mesmo criou.

A história de Glauco Rocha com a reciclagem de materiais se deu pela vontade que teve, ainda criança, de aprender a tocar bateria. Sem condições de comprar sua própria bateria, já na juventude Glauco foi desenvolvendo seu próprio arranjo com tambores e baldes para poder dedicar-se ao seu sonho, aperfeiçoando-se com outros materiais até ficar conhecido entre os amigos como o referencial técnico no conserto e na produção dos instrumentos.

“Ainda adolescente eu vi que eu tinha talento para toda essa reforma que faço nos materiais, por isso persisti tanto em dar continuidade. Até porque, é uma coisa que me faz muito bem. Gosto muito de poder dar nova vida aos materiais que vou encontrando”, conta Glauco.

Apesar do amor tão antigo pela música, o encontro de Glauco com o seu ‘Rock N’ Roll’ chegou em sua vida por um acaso. “Minha família sempre gostou de música, isso eu não posso negar. Mas eles sempre foram mais chegados em músicas animadas e dançantes, e eu sempre frequentei com eles esses espaços. Porém, foi apenas quando cheguei em Brasília que eu pude conhecer o Rock e perceber :‘Meu Deus, é isso que eu quero pra mim’”, relembra, com emoção.

Com seu pai militar levando a família a se deslocar pelo Brasil, com seus pais e irmãos, Glauco chegou a Brasília com idade próxima aos 10 anos e, junto à família, pôde desfrutar do cenário musical que estava então nascendo na capital brasileira. “Viver minha juventude em Brasília foi fundamental para eu desenvolver a minha paixão musical e, consequentemente, ser quem eu sou hoje”, reflete Glauco.

Em Brasília, Glauco pôde descobrir o Rock Nacional e aproveitar o desabrochar de bandas como Legião Urbana, Titãs, e Capital Inicial, aproveitando também para imergir no famoso cenário musical dos anos 80. “Iniciei naquela época o meu interesse pelo gênero, e também foi quando passei a gostar de colecionar CDs e Vinis, que continuo até hoje”, conta o baterista.

Gabriela Liberato – Repórter – Portal Tribuna do Norte 

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