sexta-feira, junho 26, 2026
Rio Grande do Norte

Casa noturna é condenada a pagar indenização de R$ 20 mil a cliente que teve braço quebrado por segurança em Natal

Foto: Raiane Miranda/Ilustração

Uma casa noturna de Natal foi condenada pela Justiça a pagar uma indenização de R$ 20 mil por danos morais a um cliente que teve o braço quebrado pelo segurança do estabelecimento.

Além do valor fixado, o estabelecimento terá que custear o tratamento de fisioterapia da vítima da agressão pelo prazo de dez meses.

O caso foi julgado pela 11ª Vara Cível da Comarca da capital potiguar. Segundo a ação, no dia 15 de outubro de 2020, o cliente estava na casa noturna, quando foi surpreendido por outro frequentador alcoolizado, o que iniciou uma briga.

Ainda de acordo com o relato do cliente, os dois seguranças do local o abordaram. Um deles o imobilizou e torceu seus braços para trás e outro potencializou a torção. Ainda segundo o homem, os seguranças o retiraram do estabelecimento sem escutar seus argumentos e o colocaram dentro de um táxi para ser levado para casa.

O cliente foi levado ao hospital, teve constatada uma fratura braço esquerdo e recebeu atestado médico de 30 dias. Durante exames de imagem, foi confirmada a necessidade de uma cirurgia.

O homem ainda informou que não possuía convênio de saúde, o que impossibilitou a realização da operação na rede privada. Com a espera, ele teve a formação de um calo ósseo que tornou inviável a realização da cirurgia e o médico solicitou a realização de dez meses de fisioterapia, com indicação de não pegar peso durante este período.

O médico também orientou a observação e controle do edema, por meio de tratamento medicamentoso. Entretanto, a vítima relatou que não conseguiu agendamento para tratamento fisioterápico na rede pública de saúde.

Ainda de acordo com a Justiça, o autor da ação trabalhava como autônomo, realizando entregas como motoboy para alguns estabelecimentos comerciais do bairro em que mora e, por causa da lesão, ficou incapacitado para o trabalho que realizava por pelo menos dez meses.

Os fatos foram registrados em um boletim de ocorrência no 15º Distrito Policial de Natal que, oficiou ao Instituto Técnico-Científico de Perícia do Estado do Rio Grande do Norte (ITEP) para a produção de laudo pericial a fim de constatar a ocorrência de lesão corporal e a sua intensidade.

g1 RN

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