sexta-feira, abril 17, 2026
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Do sonho de ser juíza quando crescesse aos estudos que tentam decifrar a memória no Brasil: Conheça a professora-pesquisadora do ISD Maria Carolina Gonzalez


Quantos passos de distância existem entre uma juíza e uma cientista? A primeira profissão era a que Maria Carolina Gonzalez almejava quando criança. A segunda foi a que ela abraçou e que a trouxe de Buenos Aires, na Argentina, para o Brasil e – dentro do país – para o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), do Instituto Santos Dumont (ISD), em Macaíba (RN).

Desde pequena, a menina sonhava alto: além de ser juíza, também pensou em se tornar médica.Os caminhos tomados, porém, foram outros, e trilhados inicialmente de acordo com as matérias com que mais tinha afinidade na escola.

A história da menina com a ciência começou desde cedo, percebendo que tinha uma conexão com a área, que fez sentido na escolha da graduação em biotecnologia, área em que é formada pela Universidade Nacional de Quilmes, na Argentina. Carolina tem atualmente 36 anos, é professora de neurofisiologia e pesquisadora no IIN-ELS desde 2019. Ela é doutora pela Universidade de Buenos Aires com experiência em mecanismos neurofisiológicos envolvidos na formação, expressão e modificação das memórias. A argentina é co-autora de dois artigos recentemente destacados em publicações científicas internacionais, exemplos de pesquisas onde tenta responder “como impedir que memórias traumáticas tomem o controle do comportamento e impeçam uma vida normal?” “Como algumas memórias duram mais que outras?” e como as memórias são atualizadas?”, entre outras questões.

Uma nova possibilidade de modificação de memórias traumáticas é o resultado do artigo “mTOR inhibition impairs extinction memory reconsolidation”, que foi capa da revista americana Learning & Memory, em janeiro de 2021. O segundo artigo em destaque no ano, “GluN2B and GluN2A-containing NMDAR are differentially involved in extinction memory destabilization and restabilization during reconsolidation”, sugere um mecanismo para manter as memórias traumáticas reprimidas e foi publicado na revista Nature Scientific Reports. Os dois trabalhos foram escritos em parceria com os pesquisadores Andressa Radiske, Martin Cammarota, Diana Nôga, Janine Rossato e Lia Bevilaqua, do Laboratório de Pesquisa da Memória do Instituto do Cerébro (ICe) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ambos têm Radiske como autora principal.

Ciência no Nordeste

Em um cenário em que muitos brasileiros buscam oportunidades em outros países, a argentina chegou ao Brasil em 2014, onde passou a trabalhar com os estudos da memória em seu pós-doutorado no Laboratório de Pesquisa da Memória, do Instituto do Cérebro.

ISD

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