quarta-feira, maio 27, 2026
Saúde

Especialista chama atenção para os perigos do engasgo e alerta para cuidados

Foto: Reprodução/Ilustração

O engasgo ocorre quando alimento, líquido ou outro corpo estranho entra nas vias respiratórias e dificulta ou bloqueia a passagem de ar para os pulmões. Comer rapidamente, falar ou rir durante a refeição e ingerir alimentos mal mastigados estão entre as causas mais comuns. Embora crianças e idosos sejam mais vulneráveis, o problema pode atingir pessoas de qualquer idade.

De acordo com o Ministério da Saúde, o engasgo está entre as principais causas de acidentes domésticos com risco de morte no Brasil. Quando a obstrução é completa, a pessoa não consegue falar, tossir ou respirar e pode apresentar coloração arroxeada nos lábios e no rosto em poucos minutos, em razão da falta de oxigenação.

A otorrinolaringologista, Luma Morais, destaca que identificar rapidamente a gravidade do quadro é fundamental. “Nos casos de obstrução parcial, a tosse costuma ser eficaz e deve ser estimulada. Já quando a pessoa não consegue respirar ou emitir sons, a situação é grave e exige intervenção imediata”, explica.

Se estiver por perto, a orientação para adultos e crianças acima de um ano é inclinar levemente a vítima para frente e aplicar cinco golpes firmes entre as escápulas. Caso o objeto não seja expelido, devem ser realizadas compressões abdominais, conhecidas como manobra de Heimlich. Em bebês menores de um ano, a recomendação é alternar cinco golpes nas costas com cinco compressões no tórax, utilizando dois dedos, até a desobstrução. Se não houver resposta rápida ou se a pessoa perder a consciência, o Samu deve ser acionado imediatamente.

A especialista alerta que não se deve tentar retirar o objeto com os dedos quando ele não está visível, pois isso pode agravar a obstrução. Medidas simples, como mastigar bem os alimentos e evitar conversar durante as refeições, ajudam a reduzir o risco de engasgos.

Além das orientações de primeiros socorros, Luma defende que noções básicas de desobstrução das vias aéreas façam parte da formação de pais, professores e profissionais que atuam com o público. Cursos rápidos de primeiros socorros podem fazer diferença em situações de emergência, já que o tempo de resposta é determinante para evitar complicações graves. Informação e preparo, ressalta a médica, são aliados fundamentais para salvar vidas.

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