Onda de calor pode afetar o sistema respiratório, diz o pneumologista

Mais do que a sensação desconfortável, o calor intenso dos últimos dias pode oferecer diversos riscos à saúde. A redução da umidade do ar em períodos de tempo seco tende a aumentar o risco de doenças respiratórias, especialmente para pessoas com comorbidades. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que a umidade ideal para a saúde humana deve situar-se entre 50% e 60%. Abaixo disso, os riscos crescem. A baixa umidade exige cuidados especiais, especialmente para pessoas com sintomas de doenças respiratórias e condições cardíacas.
A atual onda de calor, em especial, pode afetar o sistema respiratório de forma direta, segundo o pneumologista Felipe Marinho. “O sistema respiratório é muito complexo e uma das janelas abertas para o meio externo. O calor é um desafio adicional para esse sistema, especialmente em tempos de baixa umidade, pois precisaremos de água para umidificar o ar que acabou de entrar nas vias aéreas”, afirma.
O médico segue explicando que as temperaturas elevadas costumam ser acompanhadas dos piores índices de poluição nos grandes centros. Isso acontece porque o calor facilita algumas reações, como formação de ozônio. Outro ponto, segundo ele, é que o calor pode prolongar a estação de pólen, o que costuma trazer sintomas para pacientes alérgicos.
São vários os motivos pelos quais o calor excessivo favorece quadros de infecção respiratória, mas segundo Felipe, o principal ofensor associado a isso é a baixa umidade, que pode fragilizar as mucosas respiratórias e atrapalhar a imunidade local. “Além disso, por conta do calor, as pessoas podem se aglomerar em cantos fechados e climatizados, facilitando a transmissão de agentes infecciosos. O calor pode propiciar a proliferação e transmissão desses agentes, como vírus e bactérias”, completa.
Fonte: Portal Tribuna do Norte
Confira matéria na íntegra AQUI

