quinta-feira, junho 4, 2026
Saúde

Parkinson: Encontro online vai mostrar como a ‘Neuroarquitetura’, com pequenas mudanças em casa, pode ajudar pessoas com a Doença de Parkinson

Roda de conversa gratuita com especialistas na área será realizada dentro do projeto Educa Parkinson, do Instituto Santos Dumont (ISD), por meio da plataforma Google Meet.

Você já ouviu falar em neuroarquitetura? O termo refere-se ao estudo da neurociência aplicada à arquitetura. Em outras palavras, como o ambiente físico impacta o nosso cérebro e bem estar. “Quando aplicada ao dia a dia, a neuroarquitetura pode melhorar a qualidade de vida e pode ser útil para pessoas que vivem com doenças neurodegenerativas, como a Doença de Parkinson”, diz a neuropsicóloga do Instituto Santos Dumont (ISD), Joisa Araújo.

O tema será o ponto central das discussões no primeiro encontro em 2021 do Educa Parkinson, roda de conversa criada em 2018 pelo ISD com reuniões presenciais sobre a doença que, a partir de agora, em razão da pandemia, será realizada 100% online. A primeira discussão deste ano terá início às 8h30 de segunda-feira, 19 de abril. As inscrições estão abertas até esta sexta (16) no endereço . A participação é gratuita.

O ISD é uma Organização Social vinculada ao Ministério da Educação e referência em ensino, pesquisa, extensão e assistência à população em saúde materno-infantil, da pessoa com deficiência, em neurociências e neuroengenharia.

Cerca de 50 pacientes por mês são atendidos na clínica de Parkinson do Instituto, em Macaíba (RN), exclusivamente pelo SUS. A doença também está no centro de pesquisas realizadas nas unidades da Instituição, o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (Anita) e o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra.

Educa Parkinson

Os encontros do Educa Parkinson eram realizados no Anita/ISD e como chegavam a reunir dezenas de pessoas, acabaram suspensos em 2020 como prevenção à Covid-19.

Os temas em discussão giravam em torno de como lidar com o Parkinson e melhorar a qualidade de vida. Diante de necessidades identificadas durante a pandemia, a equipe da clínica de Parkinson do Instituto reformulou o projeto para tratar de necessidades e desafios atuais.

O primeiro encontro, que acontece agora de forma virtual, vai abordar a Neuroarquitetura e como este recurso pode ajudar os usuários no dia a dia.

Pessoas diagnosticadas com Parkinson, familiares, cuidadores, profissionais da saúde, pesquisadores, estudantes e quaisquer outros interessados no tema, de qualquer lugar do Brasil ou do mundo, podem participar. O link de acesso ao encontro será enviado posteriormente para o e-mail ou número de WhatsApp que for cadastrado.

Neuroarquitetura: Pequenas mudanças ajudam no bem-estar e tornam a casa mais funcional

Segundo a Neuropsicológa da clínica de Parkinson do ISD, Joísa Araújo, iluminação, ampliação de espaços, instalação de barras de apoio e até a inserção de elementos da natureza em casa são algumas das pequenas mudanças que podem fazer a diferença.

“Com a pandemia, as pessoas passam muito mais tempo em casa, então é importante fazer com que ela se torne um ambiente de promoção do bem-estar e da funcionalidade, ao invés de gerar dificuldades para a pessoa que vive com Parkinson. Foi pensando em orientar pacientes e familiares a melhorar essa ambiência e como fazer isso com baixo custo que surgiu a ideia de abordar esse tema”, explica.

O encontro terá como convidada a Neuroarquiteta potiguar Rafaela Lopes, que estuda a neurociência aplicada à arquitetura e realiza capacitações sobre o assunto para profissionais da área.

Os pacientes diagnosticados com Doença de Parkinson podem enfrentar dificuldades relacionadas à instabilidade dos membros e sofrer com lentidão e dificuldade para iniciar movimentos voluntários, por exemplo. Há casos em que a independência em atividades do dia-a-dia, como por exemplo, virar e sentar na cama, assim como a passagem de sentado para em pé, torna-se comprometida ou até mesmo impossível.

“É importante pensar em como é que essa pessoa pode ter uma maior acessibilidade, em um lugar que lhe permita ser o mais funcional e independente possível. Elementos que contenham a personalidade daquela pessoa podem ser úteis também”, comenta Joísa Araújo.

O retorno do Educa Parkinson foi anunciado no último domingo, Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. O mês conta ainda com mais uma data-chave relacionada à doença: O Dia Nacional do Parkinsoniano, registrado no dia 4 de abril.

O PARKINSON

A doença de Parkinson é considerada a segunda doença neurodegenerativa progressiva mais frequente no mundo, perdendo apenas para o Alzheimer, segundo o Ministério da Saúde.

Ela afeta os movimentos do corpo e pode incluir, por exemplo, lentidão nos movimentos, tremores, rigidez muscular, desequilíbrio e alterações na fala. A doença também pode causar diminuição do olfato, constipação intestinal, bexiga neurogênica, alterações cognitivas e depressão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1% da população acima de 65 anos apresenta a Doença e o início dos sintomas motores costuma ocorrer por volta dos 60 anos.

Em um estudo epidemiológico realizado em Natal (RN) em 2016 foi identificada maior frequência de indivíduos com a doença na faixa etária entre 70 e 79 anos – a maioria do sexo masculino.

Ascom – ISD

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