Queimadas em Macaíba: população pede socorro!

Mais um registro de queimada em Macaíba, na comunidade Lagoa do Tapará, na noite desta sexta-feira (3), de acordo com informações de moradores.

Munícipes registraram nas redes sociais as chamas e fumaça em bairros da cidade. As chamas foram vistas de longe (como mostra imagem).

População continua sofrendo e pede uma solução por parte das autoridades.

Reposta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo

A Semurb (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo) do município, através do secretário Billy Jean, se pronunciou e disse que não está sendo omissa. Ainda segundo o secretário, a legalização, fiscalização e autuação é de responsabilidade do órgão ambiental estadual, o IDEMA. “Sempre que acontece situações de queimada, nossa equipe [da SEMURB] vai até o local para que possamos auxiliar o trabalho do IDEMA. Nós estamos fazendo nossa parte. Mandamos fotos, vídeos e prints de relatos de moradores locais em dossiê para o referido órgão”, disse Billy.

MPF recomendou no mês de julho deste ano, fiscalização ambientais contra queimadas perto da comunidade.

A recomendação foi enviada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao Instituto de Desenvolvimento e Meio Ambiente do RN (Idema) e à Secretaria de Meio Ambiente de Macaíba.

De acordo com o órgão, as queimadas em plantações de cana-de-açúcar estariam prejudicando uma comunidade indígena formada por cerca de 120 famílias da etnia Tapuia Tarairiús, perto da Lagoa do Tapará, na zona rural dos municípios de Macaíba e São Gonçalo do Amarante.

“A prática põe em risco o desenvolvimento de animais e a saúde dos humanos, diminuindo a resistência do organismo a infecções (algo ainda mais perigoso em meio à pandemia de covid-19), causando irritações nos olhos e problemas respiratórios. As queimadas emitem uma espécie de fuligem composta por partículas, não visíveis a olho nu, que expõem as pessoas a esse tipo de poluição atmosférica todos os anos durante meses”, informou o MPF.

Atenção IDEMA RN!

Fotos: Redes sociais/Reprodução

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