quinta-feira, maio 21, 2026
Flávia Urbano

Todos os filhos nascem no coração


Todos os filhos nascem no coração. Isso mesmo. O útero, a placenta, a barriga são apenas um meio de os bebês virem ao mundo. Porque onde eles nascem mesmo e permanecem é no nosso coração. Filhos biológicos ou adotivos, todos nascem no coração. A gravidez dura só nove meses, mas nossos filhos são para sempre.

Por ter essa convicção de modo tão forte, confesso que fico em certa medida incomodada com o fato de se fazer uma vinculação exagerada entre a maternidade e o ventre. Talvez (ou muito provavelmente), seja porque eu tenho um filho que não “estagiou” na minha barriga e passou direto para o meu coração.

É inegável que vai-se criando um vínculo de amor, de afeto, de cuidado, com o filho desde a gestação. Embora nem todas as mulheres ajam dessa maneira. Já que todas as mulheres que criam seus filhos são mães. Mas nem todas as mulheres que ficam grávidas necessariamente são mães.

Também é inegável que esse amor explode, cresce e ganha o tamanho do universo quando olhamos para o rostinho dos nossos filhos pela primeira vez, quando sentimos o cheirinho deles pela primeira vez, quando os tocamos pela primeira vez.

Sendo assim, o meu amor explodiu igualmente por André, Mateus e Antônio quando os vi, cheirei e toquei pela primeira vez. Em circunstâncias diferentes, em momentos distintos da minha vida, mas exatamente da mesma forma.

Sim. Porque todos os filhos nascem no coração!

Flávia Urbano.

* coluna especial em alusão ao Dia da Adoção

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