Potiguar que sonha em ser maestro encontra seu ídolo

É estimado que 5 milhões de crianças no Brasil sejam diagnosticadas com autismo. O Transtorno do Espectro Autista, TEA, interfere no desenvolvimento, na comunicação, na interação e na percepção do mundo ao redor. Muitas vezes, com a atenção influenciada pelo transtorno, crianças neuroatípicas desenvolvem hiperfoco, concentrando sua atenção em um único objeto ou atividade. É o caso de João Filipe Dantas, de 6 anos, que, apaixonado pela música clássica, realizou, na quarta-feira (24), o sonho de conhecer seu ídolo, o maestro João Carlos Martins, um dos maiores nomes da música erudita brasileira.
A paixão de João pela música clássica surgiu de forma repentina, após ser apresentado a um vídeo pelo avô. O vídeo foi suficiente para despertar o seu interesse. Com o diagnóstico de TEA há pouco mais de dois anos, João Filipe já demonstrava talento musical desde muito cedo. “Lembro quando ele, ainda de fralda, pegava qualquer lápis e fazia de baqueta. Foi quando percebi o talento musical dele”, lembra a mãe de João Filipe, Janaina Dantas.
O garoto surpreendeu a todos com sua musicalidade desde o primeiro momento e iniciou as aulas de bateria antes mesmo dos três anos de idade. “Ele sempre teve muita musicalidade. O ritmo é inerente a ele. Parece que está dentro dele. É como se Deus colocasse um talento especial. E se você mostrar um instrumento, ele consegue acompanhar no ritmo que é pra ser seguido”, recorda emocionado Filipe Dantas, pai de João Filipe.
Com a família sempre presente em igrejas, Janaina reconhece a influência dos instrumentos musicais no gosto musical do filho: cercado de bateria, violão e teclado, a criança logo se afeiçoou por bandas e seus ritmos. Foi apenas quando o avô apresentou a João um vídeo de uma orquestra que sua paixão mudou. O casal Filipe e Janaina não mediu esforços para ver o sonho de seu filho caçula se realizar. “Hoje, nós sabemos todos os instrumentos de uma orquestra. Precisei aprender o que é um oboé porque João pedia ‘mãe, imprime a figura de um oboé’ e eu antes não fazia ideia de como era um oboé. Hoje, nós sabemos tudo”, conta a mãe Janaina.
Fonte: Gabriela Liberato – Repórter do Portal Tribuna do Norte
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