RN registra 12 casos confirmados de Mpox e reforça alerta para prevenção e diagnóstico precoce

A coordenadora de Vigilância em Saúde, Diana Rego, realizou na tarde desta quinta-feira (23) uma coletiva de imprensa para atualizar o quadro epidemiológico da Mpox no Rio Grande do Norte. Segundo os dados apresentados, o cenário é considerado controlado, com 69 notificações registradas, das quais 40 foram descartadas e 12 confirmadas.
Ainda de acordo com a coordenadora, três novos casos foram confirmados entre o dia 17 e esta quinta-feira, o que reforça a necessidade de manutenção das ações de vigilância e prevenção. Os números, segundo ela, indicam um trabalho ativo e sensível na detecção precoce da doença.
Diana Rego destacou a importância de que pessoas com sintomas, mesmo que leves, procurem imediatamente uma unidade de saúde para realização do exame PCR, contribuindo para evitar o agravamento dos casos e a disseminação do vírus.
Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça (cefaleia), dores musculares (mialgia), linfadenopatia (ínguas), calafrios, fadiga e lesões cutâneas, como erupções, vesículas ou pústulas. Pacientes com esses sinais devem buscar atendimento para coleta de material, que é encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen-RN) para análise.
As autoridades de saúde também reforçam medidas de prevenção, como evitar o compartilhamento de objetos pessoais, manter a higienização frequente das mãos, desinfectar superfícies, utilizar equipamentos de proteção em situações de risco e evitar contato com casos suspeitos ou confirmados. Pessoas infectadas devem permanecer em isolamento durante todo o período de transmissão.
A Mpox é uma zoonose viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, sendo transmitida principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. O período de incubação varia de 3 a 21 dias.

