terça-feira, junho 23, 2026
Macaíba

Auta de Souza, a pura poesia de Macaíba

Foto: Divulgação

Quando se lê Auta de Souza, seus versos contidos no HORTO, fazemos uma viagem que conseguimos alcançar harmonia, leveza e pureza d´alma.

Seus versos traduzem eternidade. Cada palavra escrita por ela é como se viesse com um véu transparente, revelando o que só os olhos do espírito enxergam.

A macaibense Auta Henriqueta de Souza nasceu no dia 12 de setembro de 1876 na casa grande onde hoje é sede da Escola estadual Auta de Souza. Sua vida foi breve, viveu apenas 24 anos, mas deixou um legado poético que atravessa as frestas do tempo com a força de quem sabia que a carne se desfaz, mas a palavra, não.

A maior poetisa mística do Brasil escrevia como quem rezava. Seus poemas não são apenas para ler, são para sentir como se sente uma prece sussurrada no escuro, de joelhos diante do invisível.

Seu único livro publicado em vida, Horto, é mais que uma obra: é um relicário. Um jardim de metáforas onde as flores são feitas de saudade, e os espinhos, de fé.

No Horto, ela une o céu e a terra, como se quisesse provar que os sofrimentos humanos têm eco no divino.

Hoje, quando o mundo corre depressa e quase ninguém mais se detém no silêncio, ler Auta é como fazer uma pausa para escutar o que há dentro da gente. E perceber que, apesar da dor, ainda resta poesia.

Auta vive. Viva Auta!

Por Marcelo Augusto 

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