domingo, julho 26, 2026
Brasil

Caminhoneiros bloqueiam vias em protesto contra restrições em SP; rodízio é suspenso


Caminhoneiros fazem protesto nesta sexta-feira, 5, contra as medidas adotadas pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria. A manifestação acontece em pelo menos dois pontos da cidade. Na Marginal Tietê, sentido da Rodovia Ayrton Senna, que chegou a apresentar 10 km de congestionamento e na Zona Sul da capital paulista, no Terminal Varginha. Os manifestantes reclamam do retorno da Fase Vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva. As novas restrições no Estado entram em vigor neste sábado, 6, com o objetivo de frear a transmissão do coronavírus e reduzir o número de internações, casos e óbitos pela Covid-19.

Por volta das 10h, os carros circulavam na Marginal Tietê com um tráfego melhor e uma aparente liberação das vias. Os protestos causaram congestionamento em todo o entorno da Marginal, principalmente na altura da Ponte dos Remédios, principal foco da manifestação. Desde as primeiras horas da manhã, apenas carros conseguem passar por uma das faixas liberadas — enquanto caminhões são impedidos de seguir viagem. A polícia tenta negociar a liberação das demais vias. As manifestações causaram, ainda, reflexos em outras estradas que ligam o interior do Estado à capital paulista. O principal reflexo aconteceu na Rodovia Castello Branco, onde o trânsito começou antes do pedágio de Alphaville. Considerando a situação, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos em São Paulo. Segundo o órgão, além da Marginal Tietê, outras corredores principais, como a Radial Leste, também registraram congestionamento e enfrentam reflexos da paralisação.

Em nota, o governo paulista afirmou que ir contra as medidas restritivas do Plano São Paulo é “ignorar a morte de 60 mil pessoas no Estado, que contabiliza mais de sete mil pacientes nesse momento deitados em leitos de UTI”. Segundo o comunicado, a decisão de ampliar as restrições de circulação de pessoas e funcionamento das atividades econômicas foi uma recomendação pelo aumento de casos, internações e mortes pela Covid-19. “O protesto é um boicote ao esforço dos profissionais de saúde que lutam para salvar vidas em meio a uma pandemia”, diz o texto e “uma forma de tentar camuflar a realidade macroeconômica que o país”, com aumento nos combustíveis, na dívida pública e nos alimentos. Para finalizar, o governo reconhece a gravidade da crise econômica e reforça que “mantém canal aberto com todos os setores e representantes de associações”.

R7

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