sexta-feira, setembro 11, 2026
Rio Grande do Norte

Catálise: operação do Gaesf combate falsidade ideológica e lavagem de dinheiro por rede de autopeças no RN

Foto: MPRN

O Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do Rio Grande do Norte (Gaesf/RN) deflagrou nesta sexta-feira (11) a operação Catálise, voltada ao combate à sonegação fiscal do ICMS, associação criminosa, falsidade documental e lavagem de capitais. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e João Câmara.

A ação teve participação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), da Polícia Civil (PC), da Polícia Militar (PM), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ). O objetivo da operação Catálise é desarticular um esquema fraudulento de fracionamento de faturamento de grupo econômico que atua no setor de autopeças, apreender provas das ilicitudes e assegurar a descapitalização patrimonial dos investigados.

Ao todo, 180 pessoas participaram dos cumprimentos dos mandados judiciais. Foram 13 promotores de Justiça, 56 servidores do MPRN, quatro delegados e 24 agentes de Polícia Civil, 30 servidores da SEFAZ e 56 policiais militares. Como resultado da ação, foram apreendidos documentos, mídias digitais, computadores, telefones celulares, equipamentos eletrônicos, numerário em espécie, armas e munições, além do sequestro e bloqueio de um prédio comercial avaliado em R$ 6 milhões situado no bairro Dix-Sept Rosado, em Natal. A operação também possibilitou a identificação de um fluxo de sonegação e movimentações suspeitas que ultrapassa a cifra de R$ 2,8 milhões reinjetados na empresa líder, além da blindagem fraudulenta de imóvel milionário.

Empresas de fachada

A investigação apontou a existência de uma rede de empresas de fachada/satélites registradas em nome de “laranjas” (assalariados e familiares) para fracionar artificialmente o faturamento do grupo, burlando o limite legal do Simples Nacional e sonegando o ICMS devido.

Segundo o que já foi apurado, o grupo recolhia o faturamento em espécie e promovia triangulações financeiras em contas de passagem de pessoa física para reinjetar os capitais ilícitos na empresa principal, bem como simulou a doação da sede do estabelecimento com assinatura falsificada para blindar o patrimônio contra execuções fiscais e processos de divórcio.

As investigações prosseguem para a análise do material apreendido, extração forense de dados, apuração do valor exato do prejuízo causado aos cofres públicos estaduais e eventual oferecimento de denúncia criminal contra os envolvidos.

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