Cerca de 500 presos passam mal em unidades prisionais de Mossoró e suspeita é de intoxicação alimentar

Um surto de sintomas gastrointestinais registrado em unidades prisionais de Mossoró mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (Seap) neste fim de semana.
Segundo informações confirmadas pela Seap, cerca de 500 detentos da Cadeia Pública Manoel Onofre de Souza e do Complexo Penal Estadual Agrícola Dr. Mário Negócio apresentaram sintomas como diarreia, vômitos e febre. As primeiras ocorrências foram identificadas na sexta-feira (19).
As duas unidades abrigam aproximadamente 1.500 pessoas privadas de liberdade. Diante da quantidade de casos, as direções dos presídios solicitaram apoio da Secretaria Municipal de Saúde para reforçar o atendimento aos internos.
Ao longo do fim de semana, o município deslocou equipes de saúde para as unidades. Ao todo, 12 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, participaram dos atendimentos. Os pacientes receberam assistência médica, hidratação e medicação para controle dos sintomas.
A principal linha de investigação é de uma possível intoxicação alimentar. As unidades recebem refeições produzidas por uma única empresa terceirizada, responsável pela preparação de cerca de 4.500 refeições diárias destinadas ao sistema prisional da região.
Após o registro dos casos, a Seap acionou a Vigilância Sanitária para realizar uma inspeção, registrou boletim de ocorrência e enviou representantes da Ouvidoria do Sistema Penitenciário para ouvir internos e servidores. O fiscal responsável pelo contrato de fornecimento de alimentação também foi deslocado para acompanhar a situação.
Amostras das refeições servidas aos presos foram recolhidas e encaminhadas para análise laboratorial. Os exames deverão apontar se os sintomas foram provocados por contaminação alimentar, bactéria, vírus ou outro fator.
Apesar do grande número de pessoas afetadas, não houve necessidade de transferência em massa para hospitais da rede pública. O atendimento ocorreu dentro das próprias unidades prisionais, com suporte das equipes de saúde enviadas pelo município.
A Seap informou que as causas do surto ainda estão sendo apuradas e que todas as medidas necessárias foram adotadas para garantir a assistência aos internos e esclarecer a origem do problema.
Fonte: Portal da Tropical
