Com espuma, cientistas melhoram produção em reservatórios de petróleo

Um grupo de cientistas das áreas de química e petróleo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveu um novo uso para formulações contendo nonilfenol etoxilado como agente espumante. Nessa descoberta de aplicação, a partir desse agente espumante — substância química muito comum usada na fabricação de resinas, plásticos e detergentes —, obtém-se uma espuma com boa rigidez. Tal espuma bloqueia alguns espaços abertos, impondo que o fluido injetado para deslocar o óleo residual busque novos caminhos, onde antes não era possível acessar, no qual há presença de óleo.
Na produção de petróleo, um reservatório sempre apresenta uma presença de óleo residual. Nesse caso, a injeção de fluidos já presentes no reservatório, como água e gás imiscíveis, é um método de recuperação convencional amplamente utilizado para “elevar a energia perdida”. Contudo, muitas vezes esses métodos não se mostram suficientes para o alcance de uma meta mínima de produção estabelecida. Quando isso ocorre, é preciso utilizar métodos especiais, os quais muitas vezes empregam tecnologias mais complexas ou que ainda estão em desenvolvimento: são os chamados métodos de recuperação especiais ou avançadas.
Por Wilson Galvão – ASCOM – AGIR/UFRN
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