Em debate nacional, Fetarn busca solução para benefícios rurais negados pelo INSS

O aumento no número dos benefícios rurais negados pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) está levando o Rio Grande do Norte, por meio da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do RN (Fetarn), a discutir, nacionalmente, sobre os indeferimentos no âmbito da agricultura familiar de todo o país. Nesta quinta- feira (03), às 14h30, cerca de 900 pessoas, entre parlamentares e membros de sindicatos e federações da classe, se reúnem em audiência pública virtual nos canais do Facebook e Portal da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

A quantidade de pedidos benefícios negados pelo INSS vem aumentando significativamente, de modo que, no ano de 2020, o número de benefícios concedidos e o número de benefícios indeferidos estão quase se tornando equivalentes. Em anos anteriores dados mostram que o número de benefícios concedidos foi superior em, no mínimo, vinte por cento ao número de benefícios indeferidos. Já no ano de 2020 esse percentual tem sido de apenas cinco por cento.

“O que o INSS vem fazendo é um grande retrocesso e uma enorme falta de respeito com aqueles que são responsáveis por levar até as mesas dos brasileiros 70% dos alimentos que consumimos. Desde 31 de agosto estamos mobilizados para chamar a atenção do Governo Federal e de toda a sociedade”, disse o presidente da Fetarn, Manoel Cândido.

Ainda de acordo com o presidente, a Federação está preocupada com o cerceamento dos direitos trabalhadores e trabalhadoras rurais com medidas que trazem prejuízos para o acesso aos benefícios previdenciários. “O INSS criou uma metodologia para analisar os processos administrativos que vem causando um alto número de indeferimento, principalmente, no que se refere ao auxílio doença e aposentadoria rural”, finalizou Manoel Cândido.

Segundo estudo realizado pela Secretaria de Política Sociais da Contag, no primeiro trimestre de 2020 (janeiro a março) o número de benefícios indeferidos ultrapassou o número de benefícios concedidos. Em janeiro, por exemplo, os números de benefícios concedidos foram de 355.917 e os benefícios negados foram de 391.407.

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