sexta-feira, maio 1, 2026
Rio Grande do Norte

Por g1: Entenda o que pode estar por trás do histórico de ataques de facções no RN

Foto: Reprodução

Desde 2016, o Rio Grande do Norte viveu pelo menos quatro ondas de ataques contra prédios públicos, com queima de ônibus do transporte público em diferentes cidades, provocadas por facções criminosas que atuam no estado.

Em comum, essas ondas de violência — registradas em 2016, 2017, 2018 e agora — estavam relacionadas de alguma maneira ao que se passava dentro dos presídios potiguares — tomados por integrantes de facções criminosas que rivalizam no estado.

Desde terça-feira (14), mais de 20 cidades, incluindo a capital, Natal, registram ataques a tiros e incêndios contra prédios públicos, comércios e veículos públicos e privados, que, segundo as autoridades locais, são realizados por uma facção que atua nos presídios.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apura as motivações dos ataques em um inquérito sigiloso. Até o momento, segundo o MPRN, a causa apontada é a insatisfação dos detentos com a ausência de “regalias”, inclusive visitas íntimas — que não estão previstas na Lei de Execuções Penais. As visitas íntimas estão suspensas desde o massacre de Alcaçuz, em 2017.

Mensagens que circularam nas redes sociais e são atribuídas ao Sindicato do Crime –a facção dominante no estado– mencionam uma suposta união com o Primeiro Comando da Capital (PCC) para atacar prédios públicos, em represália às condições nas unidades prisionais. Na quarta (15), familiares de detentos fecharam faixas da BR-101, em Natal, em protesto contra o tratamento dado aos presos, como falta de alimentação adequada e fim do banho de sol.

“Não é comum que as facções se unam em prol de mudanças no sistema. É inédito pensar nisso cinco anos depois do que aconteceu em Alcaçuz e da jura de morte que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Sindicato do Crime teceram”, diz a antropóloga Juliana Melo, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Em 2017, essas duas facções se enfrentaram em uma batalha campal dentro do Presídio Estadual de Alcaçuz que deixou 27 mortos. Segundo Melo, a partir de 2012 é formada a atual facção dominante, o Sindicato do Crime, que conviveu de forma mais ou menos pacífica com o PCC até 2016. Com o massacre de Alcaçuz, em janeiro do ano seguinte, houve o rompimento total entre as organizações criminosas.

Fonte: Portal g1 

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