sábado, maio 30, 2026
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Grupo de maricultura da EAJ se reúne com AMBAP e comunidade pesqueira de Pitangui

Foto: EAJ/UFRN

Com a oficina Boas Práticas em Maricultura, Saúde e Mar, coordenada por pesquisadores do Grupo de Trabalho (GT) Ponta Negra e Pitangui, vinculados ao Projeto Boas Práticas de Enfrentamento à Covid-19 (UFRN-CNPq) e ao Grupo de Maricultura da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN), foi realizado um encontro entre membros de projetos da EAJ-UFRN, a comunidade pesqueira de Pitangui (Extremoz/RN) e maricultoras da Associação de Maricultura e Beneficiamento de Algas de Pitangui (AMBAP).

O objetivo do encontro, realizado no Centro Social Santa Luzia, foi falar com gestores públicos sobre a cadeia produtiva das macroalgas e a situação da educação e saúde com os projetos em andamento que dialogam com a maricultura de macroalgas, desenvolvidos pela EAJ/UFRN. Além disso, foi discutido sobre gênero, renda, condições de trabalho, história, educação, cultura e governança socioambiental.

A participação da EAJ/UFRN na ação se dá a partir dos projetos de extensão Maricultura de Macroalgas em Pitangui-Extremoz/RN: Desenvolvimento local com Sustentabilidade e Maricultura de Macroalgas como Tecnologia Social para a Zona Costeira do Nordeste do Brasil, coordenados pelo professor Dárlio Teixeira. Coordenado por José Gomes Ferreira, o projeto Saberes Dialógicos, junto ao Grupo de Estudos em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento do Rio Grande do Norte (GEPPEDER) da UFRN, também faz parte das ações realizadas. Os estudantes de curso técnico, graduação e pós-graduação da EAJ-UFRN participaram ativamente das ações estando nas mesas de diálogo, fazendo relatórios e realizando encaminhamentos.

Os projetos, que atuam de forma interligada, objetivam contribuir com o fortalecimento e desenvolvimento das atividades de maricultura de macroalgas marinhas e seus valores agregados, apoiando dezenas de famílias de forma direta e mais de uma centena de pessoas de forma indireta, favorecendo melhores condições socioeconômicas e ambientais ao público envolvido e ao ecossistema costeiro-marinho.

“A importância do diálogo com os gestores é falar sobre o andamento da produção da comunidade e associações relacionadas. Quando trabalhamos com aquicultura, dizemos que as dimensões da sustentabilidade são econômicas, sociais, ambientais e de governança. Se a gente não tem uma sustentabilidade que envolva governança, legalização de área e infraestrutura para associação, o projeto não tem continuidade. Para obter continuidade e resultado com êxito, tem que haver um diálogo com os gestores locais, estaduais e nacionais”, comenta o professor Dárlio.

A ocasião serviu, também, para expor os resultados do diagnóstico social construído junto às maricultores da região de Pitangui com o intuito de compreender como esse público foi atingido durante o início da pandemia da covid-19 até os tempos atuais, o perfil familiar dessas mulheres, entre outros temas.

Matheus Henrique de Agecom/UFRN

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